-
Dois pilotos morrem em colisão de helicópteros que combatiam incêndios na Grécia
-
MP do Peru investiga acidente de avião de pequeno porte perto das Linhas de Nazca
-
Lula oficializa candidatura à reeleição
-
Kolo Muani deixa PSG e é contratado em definitivo pela Juventus
-
PSG anuncia transferência em definitivo de Kolo Muani à Juventus
-
Real Madrid comemora 'boa notícia' da retirada do plano comercial da Fifa
-
Francês Arthur Gea vence Shapovalov e é campeão do ATP 250 de Los Cabos
-
'A queda em desgraça mais rápida', diz ex-diretor do COI sobre Infantino
-
Técnico do Tottenham coloca continuidade de Richarlison no clube em dúvida
-
Grécia combate vários incêndios
-
Energia elétrica retorna a Havana e oeste de Cuba após falha na rede
-
Lula busca reeleição sob a sombra de Trump
-
Lula, a figura central da esquerda em uma corrida contra o tempo
-
Trump afirma que EUA e Israel adiarão ataques contra o Irã
-
Opep+ aumenta cota de produção de petróleo em 188 mil barris por dia
-
Ao menos 72 migrantes morreram durante tentativa de entrar em Ceuta
-
Equipes de resgate encontram corpo do alpinista Nirmal Purja
-
Grécia enfrenta vários incêndios
-
Incêndio em balsa na Indonésia deixa 5 mortos e 41 desaparecidos
-
Ao menos 72 migrantes morreram ao tentar entrar em Ceuta
-
Pegula e Eala farão a final do WTA 500 de Washington
-
Atentado guerrilheiro deixa 14 feridos na Colômbia a seis dias da posse de Espriella
-
Jessica Pegula avança à final do WTA 500 de Washington
-
Sobe para sete o número de mortos após bombardeios em Gaza
Kamel Daoud vence o prêmio Goncourt por romance sobre passado turbulento da Argélia
O escritor franco-argelino Kamel Daoud venceu nesta segunda-feira (4) o prêmio Goncourt, o de maior prestígio da literatura em francês, por "Houris", um romance sobre a "década negra" da Argélia entre 1992 e 2002, obra que foi proibida nesse país.
"É um livro que pode dar sentido ao que vivemos nesse país, mas nasceu porque vim à França. Porque é um país que me dá a liberdade de escrever", celebrou o escritor, de 54 anos, no restaurante Drouant, em Paris, onde prêmio Goncourt é anunciado todos os anos.
A França "é um país que protege os escritores", acrescentou, recordando que sua liberdade de expressão acabou obrigando-o a deixar sua cidade, Oran, para se mudar para Paris e obter a nacionalidade francesa.
"Houris" não pôde ser publicado na Argélia por causa de uma lei que proíbe qualquer obra que mencione a guerra civil de 1992-2022.
Após o romance "Veiller sur elle" de Jean-Baptiste Andrea, premiado no ano passado, a Academia Goncourt optou por uma ficção mais política, premiando um livro "onde o lirismo se mistura com o trágico".
“Houris” (Gallimard) ”dá voz aos sofrimentos ligados a um período sombrio na Argélia, especialmente para as mulheres. Esse romance mostra como a literatura, com sua liberdade para explorar a realidade e sua densidade emocional, traça (...) outro caminho para a memória”, disse Philippe Claudel, presidente do júri.
M.King--AT