-
Custo do salão de baile da Casa Branca pode alcançar US$ 600 milhões (Washington Post)
-
De la Espriella: o showman milionário pró-Trump que quer barrar a esquerda na Colômbia
-
Trevoh Chalobah é convocado pela Inglaterra após corte de Tino Livramento
-
Gana recorre à justiça canadense por visto do volante Thomas Partey, acusado de estupro
-
Cacique Raoni tem melhora em seu estado de saúde, mas segue na UTI
-
Tiago Splitter é o novo técnico do Chicago Bulls
-
Seleção brasileira não deve pensar que vai golear o Haiti, diz Douglas Santos
-
Cepeda, vítima do Estado que busca repetir o milagre da esquerda na Colômbia
-
G7 aumenta a pressão sobre a Rússia para pôr fim à guerra na Ucrânia
-
Jürgen Klopp é criticado por declarações sobre Nagelsmann
-
Colômbia decide entre esquerda no poder e candidato alinhado a Trump
-
Tropeço da Espanha coloca Argentina de Messi e França de Mbappé em alerta
-
Visto de jogador iraniano expira após entrada nos Estados Unidos
-
Irã afirma que nova fase de diálogo com EUA pode começar esta semana
-
Goleiro mexicano Ochoa sugere aposentadoria do futebol em vídeo à Fifa
-
Trump diz que Rússia deve 'alcançar acordo' com Ucrânia durante reunião do G7
-
Venus e Serena Williams disputarão juntas em duplas em Wimbledon
-
Zagueiro alemão Rüdiger renova com o Real Madrid até 2027
-
EUA planejam criar depósito permanente de armas na Austrália
-
Irã insiste que acabar com a guerra no Líbano é parte fundamental do acordo com EUA
-
Cantora Bonnie Tyler sai do coma induzido
-
Tunísia demite Sabri Lamouchi e anuncia Hervé Renard como novo técnico
-
Torcida argentina faz bandeiraço em Kansas antes da estreia na Copa do Mundo contra a Argélia
-
Comunidade iraniana em Los Angeles protesta contra sua seleção na Copa do Mundo
-
Irã e Nova Zelândia empatam (2-2) em Los Angeles na estreia na Copa do Mundo
-
Redes sociais e vídeos superam mídia tradicional como fonte de informação em 2026
-
Queda de bombardeiro em base militar deixa oito mortos nos EUA
-
Uruguai empata com Arábia Saudita (1-1) em sua estreia na Copa do Mundo
-
Cacique Raoni volta a ser internado; estado de saúde é grave
-
Oito pessoas presumidas mortas em queda de bombardeiro nos EUA
-
Guerra com Irã não deixa vencedores claros, dizem especialistas
-
Governador da Califórnia acusa Trump de investigá-lo por vingança
-
Hezbollah diz que repeliu força israelense no sul do Líbano
-
Haaland está pronto para causar um "grande impacto" na Copa do Mundo, diz técnico norueguês
-
Reino Unido vai fornecer combustível nuclear à Ucrânia e endurecer sanções contra Rússia
-
Brasil treina sem Raphinha, Bruno Guimarães e Gabriel Magalhães
-
Mbappé chega à Copa do Mundo com contas pendentes e recordes no horizonte
-
SpaceX tem arrecadação recorde em estreia na bolsa
-
Bélgica empata com Egito (1-1) em sua estreia na Copa do Mundo
-
Messi 'será ainda mais fundamental' nesta Copa do Mundo, prevê Scaloni
-
Cacique Raoni volta a ser internado em UTI; estado de saúde é grave
-
Vozinha, o goleiro que parou a Espanha na Copa do Mundo
-
Inglaterra tem talento e confiança para ser campeã, garante Saka
-
'Precisamos ter humildade', diz Otamendi sobre a atual campeã Argentina
-
Trump chega à cúpula do G7 após acordo com Irã e com foco na Ucrânia
-
Pausa para hidratação na Copa do Mundo: saúde ou interesse comercial?
-
Guerra contra Irã livrou Israel de ameaça de 'destruição nuclear', diz Netanyahu
-
Estreito de Ormuz será 'completamente aberto' na 6ª após acordo com Irã, diz Trump
-
Líder palestino Mahmoud Abbas anuncia eleições presidenciais em 2027
-
Espanha empata sem gols com Cabo Verde na estreia de Yamal em Copas
Escritor cubano Leonardo Padura acredita que Cuba vive uma 'distopia'
O escritor cubano Leonardo Padura acredita que Cuba vive uma "distopia", um mundo imaginário onde parece que nada muda nem funciona, mas mesmo assim a sociedade continua operando e experimentando "muitas mudanças", disse ele em entrevista à AFP.
O autor de "O homem que amava os cães", que participa no Panamá do festival literário 'Centroamérica Cuenta', afirmou que prefere ficar em Cuba porque lá estão as suas "referências" culturais.
Padura, de 68 anos, também garantiu que "o mais importante" é que seus livros sejam lidos pelos cubanos, apesar de serem "invisíveis" nos canais oficiais.
PERGUNTA: Algo está mudando em Cuba?
RESPOSTA: Há um problema em Cuba, uma vez que o sistema econômico sócio-político é o mesmo há mais de 60 anos, parece que nada acontece, mas na sociedade cubana ocorrem muitas mudanças.
Por exemplo, agora existem estas pequenas empresas privadas que estão aproveitando todos os espaços que a ineficiência do Estado criou durante esses anos.
Por outro lado, houve explosões de descontentamento popular que tiveram uma resposta repressiva muito dura. E essa política dos Estados Unidos (...) pensam que com uma política de confronto vão mudar as coisas em Cuba, mas isso não deu e não dará frutos.
P: Em Macondo, de Gabriel García Márquez, o ar parece não fluir, enquanto em A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende, tudo se move. Com qual Cuba se parece mais?
R: Cuba é mais como uma história de distopia. É aquele lugar onde foi criada uma estrutura em que as coisas funcionam com códigos muito específicos. Sou fumante, mas se você me perguntar quanto custa um maço de cigarros em Cuba, não saberei dizer. E se você me perguntar onde posso comprá-los, também não sei dizer. O fato é que compro cigarros.
Todas as estruturas estão alteradas, vocês não sabem exatamente como as coisas funcionam e ainda assim elas seguem funcionando.
- "Cuba é meu lugar" -
P: Haverá algum tipo de mudança importante em Cuba?
R: Espero que sim. Confio na dialética. Acho que sim, pode haver. O tempo dirá.
P: Você ama um lugar onde não pode vender os mesmos livros que vende em outro país?
R: Se você começar a ter uma atitude de ódio e rejeição você está se envenenando. O conceito de Cuba é muito maior que um governo. Meus livros foram publicados em Cuba, embora os mais recentes não tenham saído. A razão pela qual me dizem é que falta papel, e realmente falta papel. Publicamos por meios alternativos e as pessoas acessam meus livros de uma forma ou de outra. Então, sim, sou invisível nos canais oficiais, mas de alguma forma sou visível para os leitores cubanos e isso é o mais importante.
P: Você nunca pensou em sair de Cuba?
R: Penso nisso todos os dias, mas também acho que não deveria fazer isso.
P: Por quê?
R: Porque é o meu lugar; Aí está minha cultura, minha língua, minha família, minhas referências; Aí está minha literatura, meus personagens. Os meus conflitos têm a ver com essa realidade cubana.
- "Crônica da realidade" -
P: Que papel que os artistas cubanos exercem atualmente?
R: Cada um tem que fazer o seu trabalho artístico e cada um deve fazê-lo a partir das suas condições, com as suas perspectivas, com os seus interesses.
Não posso dizer aos outros como escrever, como agir ou pintar. Sei como devo escrever e escrevo literatura que questiona a realidade, que tenta mostrar e fazer uma crônica sobre essa realidade.
P: Você costuma se reprimir ao escrever ou não se importa? R: Não, eu não me importo. Existem limites éticos que devemos respeitar.
P: Na América Latina vemos presidentes como Javier Milei na Argentina ou Nayib Bukele em El Salvador. Estaremos sempre condenados ao extremismo?
R: Estamos vivendo uma paródia, mas não há paródia maior do que ver (Donald) Trump em um tribunal em Nova York ou saber que a primeira-ministra da Itália (Giorgia Meloni) censura e leva os escritores a julgamento. Na Europa existem personagens como Milei e Bukele, e às vezes até piores. Não existe sociedade mais perversa que a chinesa e todos negociam com os chineses e isso lhes parece perfeito. Portanto, não acho que sejamos os piores do mundo de forma alguma.
N.Walker--AT