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Ataques de rebeldes separatistas deixam ao menos 125 mortos no Paquistão
Pelo menos 18 civis e 15 agentes das forças de segurança morreram em ataques "coordenados" realizados por separatistas do Baluchistão em diferentes pontos do sudoeste do Paquistão, informaram as autoridades neste sábado (31).
Também foi registrada a morte de 92 militantes, incluindo "três agressores suicidas".
Há décadas, o Paquistão enfrenta uma rebelião separatista em Baluchistão, uma região pobre que faz fronteira com o Irã e o Afeganistão e cujo subsolo abriga abundantes minerais e hidrocarbonetos.
O braço de comunicação das Forças Armadas (ISPR) informou em comunicado que os ataques ocorreram em vários locais, incluindo a capital provincial, Quetta, e Gwadar.
O Exército de Libertação do Baluchistão, o grupo separatista mais ativo na província, reivindicou os ataques em um comunicado.
O grupo afirmou que atacou instalações militares e funcionários da polícia e da administração civil em ações armadas e atentados suicidas. Também bloqueou rodovias para prejudicar a resposta das forças de segurança.
A ofensiva ocorreu um dia após o anúncio do Exército paquistanês de que matou 41 rebeldes do Baluchistão.
Os separatistas "executaram ataques coordenados esta manhã em mais de 12 locais", incluindo a capital da província, Quetta, disse à AFP, sob anonimato, um funcionário das forças de segurança.
Uma fonte militar na capital, Islamabad, confirmou os ataques e disse que foram "coordenados, mas executados de forma medíocre devido ao planejamento ruim" dos rebeldes.
O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, elogiou as forças de segurança e prometeu "continuar a guerra contra o terrorismo até sua completa erradicação".
Em Quetta, um correspondente da AFP ouviu diversas explosões durante uma grande operação de segurança na cidade. Muitas ruas estavam desertas e as lojas permaneceram fechadas.
"A polícia aponta as armas na nossa direção e afirma que temos que sair, se não queremos ser agredidos. O que vamos fazer?", afirmou Abdul Wali, 38 anos, que precisava atravessar a cidade para visitar a mãe hospitalizada.
Nos últimos anos, os separatistas do Baluchistão intensificaram os ataques contra paquistaneses procedentes de outras províncias que trabalham na região. Também atacaram empresas estrangeiras do setor de energia.
O ano de 2024 foi particularmente violento, com mais de 1.600 mortos, quase metade soldados e policiais, segundo o Centro de Pesquisa e Estudos de Segurança de Islamabad.
A.Taylor--AT