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Importador de alimentos dos EUA busca anular tarifas de Trump ao Canadá
Um dos principais importadores de alimentos dos Estados Unidos entrou com uma ação judicial contra o governo do presidente Donald Trump, nesta terça-feira (20), para anular as tarifas impostas a determinados produtos canadenses, após o fracasso das negociações comerciais entre os dois países no início do ano.
As tarifas de 50% aplicadas por Washington sobre bens canadenses no valor de bilhões de dólares entraram em vigor no fim de agosto, desencadeando uma rápida retaliação por parte de Ottawa.
Desde então, as autoridades americanas passaram a incluir queijos, embarcações motorizadas e produtos de alumínio na lista de itens afetados, excluindo outros considerados essenciais, como sal para estradas e cimento.
Trump também proibiu a importação de diversos produtos alcoólicos e laticínios provenientes do Canadá.
As tarifas de 50% representaram "a última tentativa do governo Trump de exercer, por meio de uma norma que nunca foi concebida para esse fim, o poder tarifário que a Constituição atribui ao Congresso", argumenta a ação apresentada pelo Gellert Global Group.
Para impor as tarifas ao Canadá, o presidente americano recorreu a uma disposição legal pouco conhecida, a Seção 338 da Lei Tarifária de 1930. Mas a empresa pediu ao Tribunal de Comércio Internacional dos Estados Unidos que declare as tarifas "ilegais" e suspenda sua aplicação e cobrança.
As tarifas entre Washington e Ottawa afetam um volume relativamente pequeno de seu comércio bilateral. Mas os vínculos entre ambos vêm se deteriorando.
Trump fez inúmeras referências ao Canadá como possível 51º estado dos EUA e já chamou o primeiro‑ministro canadense Mark Carney de "governador".
Em agosto, o mandatário republicano assinou um decreto para renomear o lago Ontário, na fronteira com o Canadá, como "lago América", uma medida que provocou indignação nos canadenses.
R.Lee--AT