Arizona Tribune - Primeiro-ministro da Albânia cita 'guerra híbrida' como causa de protestos violentos

Primeiro-ministro da Albânia cita 'guerra híbrida' como causa de protestos violentos
Primeiro-ministro da Albânia cita 'guerra híbrida' como causa de protestos violentos / foto: Adnan Beci - AFP

Primeiro-ministro da Albânia cita 'guerra híbrida' como causa de protestos violentos

O primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, afirmou nesta terça-feira (20) que a causa dos violentos protestos antigovernamentais que ocorrem na capital, Tirana, desde a semana passada é uma "guerra híbrida".

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"Trata-se de uma guerra híbrida que ganha força precisamente porque está enraizada em queixas genuínas, não em meras fantasias" acrescentou o primeiro-ministro, citando o aumento do custo de vida, a falta de acesso à moradia acessível e as preocupações com o futuro.

O movimento começou há meses com manifestações majoritariamente pacíficas contra um projeto turístico ligado à família do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que gerou indignação devido às acusações de corrupção e à falta de transparência do governo.

No entanto, na última terça-feira começaram protestos estudantis para exigir melhorias nas condições nas universidades, denunciar a corrupção e pedir a renúncia de Rama.

Esta mobilização foi marcada por confrontos diários entre manifestantes e a polícia. Cerca de 300 pessoas ficaram feridas, mais da metade delas policiais, segundo as autoridades.

O primeiro-ministro socialista se reuniu nesta terça-feira com os diretores das escolas de ensino médio e culpou uma "guerra híbrida" pelos distúrbios, reiterando suas acusações de que há interferência estrangeira por trás deles.

Segundo um comunicado enviado por seu gabinete, o objetivo destas forças estrangeiras que se infiltraram nos protestos é frear "o progresso" do país e "bloquear o processo de negociação" para a adesão à União Europeia.

Centenas de professores universitários marcharam nesta terça-feira em solidariedade aos manifestantes para condenar a violência policial contra os estudantes, segundo um repórter da AFP.

As manifestações, que já duram uma semana, deixaram prédios oficiais gravemente danificados, incluindo o Ministério da Educação, que tem sido um dos principais pontos de encontro durante os protestos.

T.Sanchez--AT