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Família venezuelana despedaçada pelas deportações de Trump para El Salvador
A família de Mercedes Yamarte foi despedaçada pelas deportações ordenadas por Donald Trump. Seus três filhos foram para os Estados Unidos em busca de uma vida melhor. Agora, um está preso em El Salvador, outro foi deportado para o México e o terceiro vive com medo, escondido.
Em um bairro de ruas de areia em Maracaibo, a nove horas de carro de Caracas, mora Mercedes, em uma pequena casa com telhado de zinco, onde a tristeza toma conta.
Seu filho mais velho, Mervin José Yamarte Fernández, de 30 anos, foi detido em 13 de março no Texas, deportado para El Salvador e preso em uma mega prisão para membros de gangues.
Mercedes mostra uma foto de todos os seus filhos no celular, capturada em uma chamada de vídeo no Natal passado.
"Queria dormir, acordar e ver que isso nunca aconteceu", disse chorando esta mãe de 46 anos que mora em Los Pescadores, um bairro às margens do Lago Maracaibo, onde nem a bonança do petróleo nem o investimento do governo chegaram.
Mervin, casado e com uma filha de seis anos, é um dos 252 migrantes venezuelanos deportados em 15 de março para El Savador pela administração de Trump com base em uma lei de guerra do século XVIII, e presos sem o devido processo legal com o apoio do governo salvadorenho de Nayib Bukele.
O governo americano vincula os migrantes com o Tren de Aragua, uma gangue declarada como terrorista por Washington.
No entanto, advogados e ativistas denunciam que muitos migrantes foram deportados apenas por terem tatuagens que não tem nada a ver com a quadrilha.
Mervin, que trabalhava no Texas em uma loja de tortilhas e na construção civil, tem uma tatuagem na mão esquerda com o número 99, o número de sua camisa de futebol. Ele também tem o nome de sua mãe, o nome de sua filha e a frase 'Fuerte como mamá' (Forte como mamãe) tatuados em sua mão esquerda.
Junto com seu irmão Jonferson, de 21 anos, Mervin chegou aos EUA em 2023 para trabalhar e enviar dinheiro para sua mãe e sua esposa, após uma travessia a pé pela selva de Darien e depois pelo México. Um ano depois, seu irmão Juan, de 28 anos, e sua irmã Francis, de 19, também partiram em uma jornada, mas ela voltou para o México.
- "Mais sozinho do que nunca" -
Com medo de ser preso como Mervin, Jonferson fugiu para o México, onde esperou um mês para embarcar em um voo humanitário do governo venezuelano e voltar para casa.
"Tem sido um pesadelo", disse ele à AFP por telefone, no ônibus que o levava ao aeroporto. Ele passou por muitas dificuldades e sua mãe teve que lhe enviar dinheiro. "Me sinto mais sozinho do que nunca.
Juan, no entanto, permanece escondido nos EUA e trabalha em uma construção, frequentemente mudando de endereço para evitar ser detido.
"Passo o tempo todo trancado. Quando vou à mercearia, olho para todos os lados, com medo, como se alguém estivesse me perseguindo", diz ele à AFP. Ele não quer mostrar seu rosto para a câmera e pede que seu paradeiro não seja revelado.
O homem se nega a voltar ao seu país "com as mãos vazias". É o único que agora pode ajudar sua mãe, sua esposa e seu filho de sete anos que lhe esperam na Venezuela.
Pensar em seu irmão preso é um tormento. É "uma dor que é difícil (...), ter um familiar querido em uma mega prisão, sendo inocente".
A tristeza de sua mãe e de sua cunhada lhe aflige. "Minha mãe está devastada, tem dias que não consegue dormir" e "minha cunhada chora todos os dias".
Quase oito milhões de venezuelanos deixaram a Venezuela em decorrência da crise política e econômica, de acordo com a agência de refugiados da ONU.
Ao entrar nos EUA, Mervin, Jonferson e Juan solicitaram asilo e puderam permanecer legalmente no país até que um juiz de imigração decidisse seu destino.
Mas o governo deteve e deportou migrantes mesmo com asilo pendente, segundo advogados e ativistas.
No amanhecer de 13 de março, agentes de imigração bateram à porta do apartamento em Irving, Texas, onde Mervin morava com Juan, Jonferson e outros amigos do bairro Los Pescadores.
Os agentes disseram que tinham uma ordem de prisão para um deles, mas quando viram Mervin, lhe disseram: "Você também vem com a gente, para investigação", conta Juan.
Um dos agentes disse à Mervin que também tinha uma ordem de prisão para ele. O homem disse que devia ser um erro e pediu para lhe mostrarem os papéis. "Mas eles já o tinham algemado para levá-lo embora", diz Juan.
No total eles prenderam quatro venezuelanos.
- "Aterrorizante" -
Mervin foi levado para um centro de detenção no Texas e conseguiu ligar para seu irmão mais novo, Jonferson. Não sabia para onde iriam deportá-lo e contou "que o enganaram, fizeram-no assinar alguns papéis que ele não sabia o que eram", de acordo com seu irmão.
Três dias depois, Jonferson viu imagens da chegada dos migrantes que Burkele divulgou. Uma foto mostra Mervin ajoelhado no chão, olhando fixamente para o chão depois de ter seu cabelo raspado.
Ele começou a chorar e avisou a sua mãe, que também viu as imagens.
"Meu filho estava estava ajoelhado e olhando para o céu dizendo 'Onde estou, o que fiz para estar aqui' (...) Foi o olhar mais aterrorizante que já vi nos olhos do meu filho", lembra Mercedes.
No México, Jonferson finalmente conseguiu embarcar no voo humanitário e retornar a Maracaibo.
"Bem-vindo", diz uma placa na porta da casa de sua mãe, ao lado de balões com as cores da bandeira venezuelana.
"Gostaria de estar feliz como deveria, mas meu outro filho também está em El Salvador, não sei em que condições", confessa Mercedes.
Jonferson diz que se sente "grato" apesar do sofrimento, e o rosto de sua mãe se ilumina brevemente. Ela o abraça como se quisesse mantê-lo com ela para sempre.
"Estou muito assustada", diz Mercedes. "Nunca pensei que a ausência de meus filhos me atingiria com tanta força, nunca pensei nessa dor.
N.Mitchell--AT