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Macron pede limitação do direito ao veto no Conselho de Segurança em caso de massacres
O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu, nesta quarta-feira (25), que se limite o poder de veto no Conselho de Segurança da ONU em caso de massacres.
Em um momento em que cada vez mais países pedem a ampliação do organismo, uma reforma em sua composição "não bastaria para lhe devolver a eficácia. Espero que esta reforma também permita mudar os métodos de trabalho, limitar o direito ao veto em caso de crimes em massa", disse Macron na Assembleia Geral das Nações Unidas.
O presidente francês defendeu a necessidade de "se concentrar nas decisões operacionais necessárias para a manutenção da paz e da segurança internacional".
"É aí que devemos ter coragem e audácia para agir, e que, com os membros atuais, devemos avançar", disse.
Macron acrescentou que apoia o pedido de Japão, Índia, Alemanha, Brasil e dois países africanos para se tornarem membros permanentes do Conselho de Segurança.
Atualmente, o Conselho possui cinco membros permanentes: Estados Unidos, Reino Unido, Rússia, China e França, além de 10 membros não permanentes eleitos por um período de dois anos, respeitando uma representação geográfica.
No entanto, seu funcionamento tem sido bloqueado, especialmente pelos vetos impostos por Rússia e Estados Unidos, uma paralisia que gera críticas sobre a eficácia da ONU na resolução de conflitos.
"Escuto muitas vozes se levantando para dizer que, no fundo, as Nações Unidas deveriam ser jogadas no lixo", destacou Macron, chamando a comunidade internacional a tornar a ONU "mais eficaz".
- Deter a escalada -
Macron também pediu a Israel que detenha "a escalada no Líbano" e que o Hezbollah libanês pare de disparar em direção ao território israelense.
"Pedimos firmemente a Israel que detenha a escalada no Líbano e ao Hezbollah que cesse os disparos", declarou, enfatizando que Israel não poderia "expandir suas operações no Líbano sem consequências".
A guerra que "Israel trava em Gaza se prolongou demais", disse Macron. "Não há justificativa para as dezenas de milhares de vítimas civis palestinas", sublinhou.
"É imperativo que uma nova fase se abra em Gaza, que as armas caiam, que as organizações humanitárias retornem, e que os civis finalmente sejam protegidos", afirmou durante seu discurso na tribuna.
O.Brown--AT