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Pedro Sánchez recorre ao seu direito de não depor contra a sua esposa perante um juiz espanhol
O presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, aproveitou nesta terça-feira (30) o seu direito de não depor contra a sua esposa Begoña Gómez perante o juiz que a investiga por suposto tráfico de influência, em um caso que desgasta politicamente o líder socialista.
Sánchez permaneceu em silêncio diante do juiz Juan Carlos Peinado, magistrado de 69 anos encarregado do caso, que se deslocou ao palácio de Moncloa, residência presidencial, para interrogar o chefe do Executivo como testemunha.
A audiência, que ocorreu em um escritório do Palácio de Moncloa, durou "aproximadamente 20 minutos", disse aos jornalistas Marta Castro, advogada do partido de extrema direita Vox, embora o advogado de Begoña Gómez, Antonio Camacho, tenha dito que durou "dois minutos".
Esta foi apenas a segunda vez que um chefe do Executivo espanhol em exercício foi convocado para depor perante um magistrado, depois do conservador Mariano Rajoy tê-lo feito em 2017, em um julgamento por financiamento irregular do seu Partido Popular (PP).
Gómez, especialista em arrecadação de fundos para fundações e ONGs, já havia feito uso do seu direito de ficar em silêncio quando foi ao tribunal em 19 de julho.
Sánchez defendeu a inocência da sua esposa e considerou o assunto como uma campanha da direita e da extrema direita para desgastar o seu governo.
Mas o caso envenenou a política espanhola nas últimas semanas. O PP, o principal partido da oposição, pediu insistentemente a renúncia do líder socialista e a convocação de eleições.
"Sánchez não quis testemunhar à Justiça, mas responderá aos espanhóis por tantas injustiças", lançou Alberto Núñez Feijóo, líder do PP, na rede social X.
Para mostrar normalidade, Sánchez manteve a sua agenda nesta terça-feira: liderou um Conselho de Ministros pela manhã e à tarde deve se reunir com o rei Felipe VI na ilha balear de Maiorca.
Durante a audiência, Sánchez esteve "absolutamente calmo", disse o advogado de Begoña Gómez.
Gómez é investigada por suposta corrupção empresarial e tráfico de influência por parte de Peinado, que abriu a investigação após denúncia de um grupo próximo à extrema direita, o "Mãos Limpas".
Formada em Marketing e mestre em Gestão, ela é suspeita de ter aproveitado a posição do marido nas suas relações profissionais, particularmente com Juan Carlos Barrabés, empresário espanhol que obteve ajudas públicas e que também está sendo investigado.
L.Adams--AT