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China investiga incêndio que deixou 13 mortos em escola
As autoridades da província de Henan, no centro da China, começaram a investigar, neste domingo (21), as causas de um incêndio no dormitório de uma escola, no qual morreram 13 crianças.
O fogo na escola Yingcai, da aldeia de Yanshanpu, foi reportado pelos bombeiros às 23h locais de sexta-feira (12h de Brasília) e foi extinto 40 minutos depois, segundo a agência oficial de notícias Xinhua.
Treze alunos morreram e uma pessoa ficou ferida, segundo a mesma fonte.
Dezenas de policiais estavam dentro da escola neste domingo, constataram jornalistas da AFP.
"Uma investigação está em curso no interior, ninguém pode entrar", disse um funcionário.
Várias janelas de um dos lados do prédio estavam quebradas, único sinal da tragédia.
Barras de metal bloqueiam as janelas da escola, em cuja fachada há um cartaz que diz: "Entrem felizes à escola infantil e voltem para suas casas felizes".
Um professor da escola disse ao Diário de Hebei que todas as vítimas eram alunos da mesma turma de ensino fundamental, com idades entre 9 e 10 anos.
Em um vídeo divulgado na rede social chinesa Weibo, um homem chamado Fan, pai de um menino morto no incêndio, disse que foram extraídas amostras de sangue dos pais para compará-las com o DNA das vítimas.
"Nós, os pais, ainda não vimos nossos filhos (...) Não podemos vê-los até que os resultados estejam disponíveis", descreveu Fan.
"Meu filho estudou muito", disse. "Não consigo aceitar".
- Sem explicações oficiais -
Na manhã deste domingo, várias lojas vizinhas à escola permaneciam fechadas.
Algumas pessoas paravam para observar a cena.
As autoridades locais investigam as causas do incêndio e ao menos uma pessoa vinculada à escola foi detida, reportou a Xinhua no sábado.
Até o momento, não há explicações oficiais sobre as causas do incêndio, embora alguns veículos de imprensa locais sugiram que ocorreu devido a um aparelho de calefação elétrico.
A aldeia de Yanshanpu fica nos arredores de Nanyang, cidade de 10 milhões de habitantes 850 km a oeste de Xangai.
Havia pouca informação disponível sobre o internato, além dos vídeos nas redes sociais nos quais aparecem crianças vestindo batas com a logo da escola e outras mais velhas estudando caligrafia.
Autoridades locais se reuniram, neste sábado, para tratar do incêndio e das medidas de segurança. "A vida está acima de tudo e é necessária uma resposta rápida", indicou um informe da reunião, publicado pela rádio e televisão de Nanyang.
As autoridades se comprometeram a "dar apoio emocional às famílias das vítimas" e "indenizá-las", segundo o comunicado.
Incêndios e outros acidentes mortais são frequentes na China, devido aos baixos padrões de segurança e à aplicação flexível das normas.
Em novembro, 26 pessoas morreram e dezenas foram hospitalizadas depois de um incêndio em uma empresa de carvão na província de Shanxi, no norte.
Um mês antes, uma explosão em um restaurante no noroeste do país deixou 31 mortos e levou as autoridades a prometer uma campanha nacional para resguardar a segurança nos locais de trabalho.
Em abril, um incêndio em um hospital de Pequim matou 29 pessoas e obrigou os sobreviventes, desesperados, a fugir pulando pelas janelas.
A.Ruiz--AT