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Estado de saúde do rei Harald da Noruega, de 89 anos, "se agravou", diz Palácio
O estado de saúde do rei Harald da Noruega, de 89 anos, hospitalizado desde a última segunda-feira, se agravou neste fim de semana, anunciou o palácio real neste domingo (23).
O mais velho entre os monarcas europeus sofre de uma anemia hemolítica, um transtorno provocado pela destruição anormalmente rápida dos glóbulos vermelhos, que se manifesta com fadiga, palidez e dificuldade para respirar.
Ele está hospitalizado desde a segunda-feira no Hospital Nacional de Oslo (Rikshospitalet).
"O estado de saúde de Sua Majestade, o Rei, se agravou durante o fim de semana", informou o palácio em um comunicado.
"O rei está recebendo antibióticos para tratar uma infecção bacteriana no sangue e tem respondido bem ao tratamento", acrescentou.
Harald, que subiu ao trono da Noruega em 1991, há vários anos sofre de múltiplos problemas de saúde, mas sempre descartou abdicar.
Nos últimos dias, vários membros de sua família, inclusive seu filho, o príncipe herdeiro Haakon, que exerce a regência durante seu afastamento médico, o visitaram no hospital.
O monarca deu entrada na última segunda-feira pela retenção de líquidos provocada pelo tratamento com cortisona, o que o levou a se afastar por motivos de saúde durante duas semanas.
Estes problemas de saúde ocorrem em um momento em que a coroa norueguesa atravessa uma tempestade há alguns meses, especialmente em relação à princesa herdeira Mette-Marit, esposa de Haakon.
No fim de janeiro, a publicação de documentos nos Estados Unidos pôs em evidência sua correspondência constante e em algumas ocasiões em tom íntimo com o criminoso sexual Jeffrey Epstein entre 2011 e 2014, quando o financista americano já tinha sido condenado.
A princesa também teve que enfrentar os problemas judiciais de seu filho, Marius Borg Høiby.
Nascido de um relacionamento anterior ao casamento entre Mette-Marit e Haakon, em 2001, Høiby, de 29 anos, foi condenado em junho a quatro anos de prisão por dois estupros e outras 32 acusações, entre elas violência contra uma ex-companheira, embora tenha apelado desta sentença.
Mette-Marit, de 53 anos, sofria de uma doença pulmonar incurável e teve que se submeter a um transplante de pulmão em julho.
A.Clark--AT