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Trump diz que Estados Unidos ainda precisam "cuidar" de "um ou dois" alvos no Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no sábado (31) que seu país já destruiu grande parte do aparato militar do Irã, mas que ainda precisa "cuidar" de mais “um ou dois” alvos, incluindo uma suposta instalação nuclear conhecida como montanha Pickaxe.
Trump declarou que as negociações com o Irã para encerrar a guerra lançada por Estados Unidos e Israel no fim de fevereiro "estavam indo bem, mas vocês sabem que eles não são muito confiáveis".
O presidente reiterou que Washington não tem pressa para realizar novas operações militares porque, segundo ele, as forças armadas e o programa nuclear iranianos já foram dizimados.
"Neutralizamos sua capacidade nuclear. Ainda temos que cuidar de, eu diria, um ou dois locais, mas podemos fazer isso em 10 minutos", declarou Trump a jornalistas em sua residência na Flórida.
"Provavelmente podem olhar para a montanha Pickaxe, precisamos cuidar disso. Podemos fazer tudo isso muito rapidamente", acrescentou. O governo iraniano nega que qualquer atividade nuclear esteja sendo realizada nesse local.
Trump já havia advertido sobre a possibilidade de novas ações militares após as eleições legislativas americanas da próxima semana.
Mais cedo no sábado, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Trump ainda não havia tomado uma decisão sobre novos ataques ao Irã e que Washington permanece aberto a uma solução diplomática.
O líder supremo do Irã advertiu, também no sábado, Estados Unidos e Israel contra novos ataques, após ameaças de retomada dos bombardeios depois das eleições.
"Qualquer nível ou tipo de ameaça deve ser enfrentado com uma resposta imediata, contundente e sem restrições geográficas", defendeu Mojtaba Khamenei, durante reunião com os principais comandantes militares, segundo um comunicado.
Neste domingo, o porta-voz do Exército iraniano, Mohamad Akraminia, disse que uma nova guerra com os Estados Unidos poderia se prolongar por mais tempo do que o último e mais recente conflito.
"Uma eventual guerra futura poderia durar mais do que o conflito anterior, e o presidente americano não estaria em condições de ditar nem o calendário nem as condições para sua conclusão", declarou, segundo a televisão estatal iraniana.
Já o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, falou no sábado em uma "oportunidade histórica e única" para derrubar o governo iraniano.
As eleições nos EUA e em Israel podem influenciar os rumos do conflito. Israel realizou eleições gerais na última terça-feira, mas ainda não formou um novo governo.
Os Emirados Árabes Unidos, por sua vez, esperam um avanço nas negociações entre o Irã e os Estados Unidos, embora estejam se preparando para o pior cenário, afirmou neste domingo Anwar Gargash, assessor diplomático do presidente dos Emirados.
“Esperamos que haja um avanço diplomático”, disse Gargash. “Não interessa à região atravessar outra rodada [de conflitos]. Mas acho que também, como já demonstramos antes, estamos preparados para o pior”, acrescentou.
O Irã havia enviado representantes ao país do Golfo para dar continuidade às consultas no âmbito de negociações indiretas com os Estados Unidos destinadas a pôr fim à guerra.
A.Anderson--AT