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Morre rainha-mãe da Tailândia, figura influente do glamour e do poder
A rainha emérita Sirikit, da Tailândia, mãe do atual rei, Maha Vajiralongkorn, e mulher do monarca que ocupou por mais tempo o trono do país asiático, morreu nesta sexta-feira (24), aos 93 anos, informou o Palácio Real.
Apelidada na juventude de “Jackie Kennedy da Ásia”, Sirikit formou com Bhumibol Adulyadej, que reinou por 70 anos, até a sua morte, em 2016, um casal símbolo de elegância e influência, cuja popularidade ajudou a consolidar o papel central da monarquia no coração da sociedade tailandesa.
“O estado de saúde de Sua Majestade piorou até esta sexta-feira, e ela faleceu às 21h2, no Hospital Chulalongkorn, aos 93 anos”, informou o palácio.
Sirikit, que se casou aos 17 anos com Bhumibol, “sofria de várias doenças” desde 2019, incluindo uma infecção no sangue neste mês, acrescentou a nota. Sua morte marca o início de um período de comoção nacional e homenagens em todo o país.
O rei da Tailândia é considerado por muitos o “pai da nação” e um símbolo do ideal budista. O fervor quase religioso que envolve essa figura semidivina e, por extensão, sua família tem poucos paralelos no mundo moderno.
O país observou um ano de luto oficial pela morte de Bhumibol, em outubro de 2016, e sua cremação ocorreu um ano depois, em uma cerimônia elaborada.
Fragilizada desde que sofreu um derrame cerebral, Sirikit não aparecia em público há anos. Ainda assim, seu retrato emoldurado em dourado segue presente em prédios públicos, dentro de lojas e em muitas residências.
O aniversário da rainha, em 12 de agosto, coincide com o Dia das Mães na Tailândia.
Na década de 1960, Sirikit conheceu presidentes americanos e celebridades como Elvis Presley, além de aparecer diversas vezes em capas de revistas ocidentais.
H.Gonzales--AT