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Policial diz que não havia 'elementos médicos' no quarto de Maradona
Não havia "elementos médicos" no quarto em que Diego Maradona estava internado em sua casa após uma neurocirurgia, afirmou nesta terça-feira (18) um dos primeiros policiais a entrar na casa do craque após sua morte, há quatro anos.
Quatro policiais testemunharam em um tribunal em San Isidro, na periferia norte de Buenos Aires, no julgamento de sete profissionais de saúde acusados de homicídio doloso, que implica que eles sabiam que suas ações poderiam resultar em morte.
Lucas Farías, subcomissário da polícia da capital argentina, disse aos três juízes que entrou no quarto de Maradona quase uma hora e meia após sua morte. "Não vi elementos no quarto. Não vi nenhum soro que acredito que deveria ter em uma internação domiciliar", disse o oficial.
"O que me chamou a atenção primeiro em Diego Maradona foi ele deitado de bruços, com o abdômen tão inchado que parecia prestes a explodir", acrescentou. "Fiquei surpreso ao ver Maradona daquele jeito. Nunca pensei que veria essa imagem".
Durante a audiência, também foram exibidos vídeos mostrando a cena na casa de Maradona, incluindo seu quarto, após sua morte em 25 de novembro de 2020.
As imagens o mostram com o abdômen inchado, vestido com uma camiseta preta e shorts.
Lucas Borge, então chefe de polícia do departamento de Tigre, cidade onde Maradona morreu, explicou que quando chegou à casa, no início da tarde, ficou surpreso com "a quantidade de pessoas ali", que "estavam todas em um pátio".
"Elas estavam em grupos separados, as irmãs de um lado, [a ex-esposa de Maradona] Claudia Villafañe com as filhas do outro; a enfermeira com o psiquiatra", disse Borge, que também relatou ter visto Maradona já morto com "a barriga muito inchada" e afirmou que não havia cama hospitalar nem desfibrilador.
Esta é a primeira rodada de depoimentos desde que o julgamento contra a equipe médica de Maradona começou, na terça-feira passada. O ídolo argentino morreu por conta de um edema pulmonar enquanto estava internado em casa.
Borge também explicou que, durante a perícia do quarto, a única pessoa presente, além de agentes judiciais e policiais, era uma das filhas do ex-jogador, Gianinna Maradona.
Na abertura do julgamento na semana passada, o promotor descreveu a internação como "imprudente, deficiente e sem precedentes" e descreveu a cena de sua morte como "um teatro de horror".
O julgamento deve durar até julho. Espera-se que cerca de 120 testemunhas deponham. Os réus, que afirmam ser inocentes, podem pegar entre oito e 25 anos de prisão.
F.Wilson--AT