-
Jogos Pan-Americanos de 2027, em Lima, vão começar uma semana depois do previsto
-
Inter Miami contrata atacante Germán Berterame, da seleção mexicana
-
Dinamarquesa Maersk vai operar portos no canal do Panamá
-
Morre Catherine O'Hara, estrela de 'Esqueceram de mim'
-
Espanhol Albert Riera é o novo técnico do Eintracht Frankfurt
-
Postos de gasolina têm longas filas em Cuba, que acusa Trump de 'asfixiar' sua economia
-
EUA improvisa programa de controle das finanças venezuelanas que levanta questionamentos
-
Fermín López renova com Barcelona até 2031
-
Voto de confiança: costarriquenhos guardam cédulas eleitorais em casa
-
Arsenal tenta afastar pressão em sua luta para conquistar a Premier League após 22 anos
-
Justiça dos EUA descarta pena de morte para Luigi Mangione, acusado de matar executivo
-
Real Madrid vai se reencontrar com Benfica na repescagem da Champions
-
Procuradora-geral dos EUA ordena detenção de jornalista que interrompeu missa em Minneapolis
-
Panamá negocia com dinamarquesa Maersk operação de portos do canal
-
Postos de gasolina têm longas filas em Cuba, que acusa EUA de 'asfixiar' sua economia
-
Goretzka anuncia saída do Bayern de Munique ao final da temporada
-
Grealish vai 'provavelmente' desfalcar o Everton no restante da temporada
-
Juiz dos EUA descarta pena de morte para Luigi Mangione, acusado de matar executivo
-
Vice-presidente da Comissão Europeia lamenta imagens 'aterrorizantes' de Minneapolis
-
Itália julga seis pessoas por naufrágio de embarcação de migrantes que deixou 94 mortos
-
AIEA se reúne preocupada com segurança nuclear na Ucrânia
-
Colômbia retoma voos de deportação dos EUA antes do encontro entre Petro e Trump
-
Lula é operado de catarata e tem alta após cirurgia 'sem intercorrências'
-
Djokovic vence Sinner em jogo de 5 sets e vai enfrentar Alcaraz na final do Aberto da Austrália
-
Kendrick Lamar, Bad Bunny e Lady Gaga lideram a disputa pelo Grammy
-
Indicados às principais categorias do Grammy
-
África do Sul e Israel anunciam expulsão de representantes diplomáticos
-
Desemprego no Brasil caiu para 5,6% em 2025, menor índice da série histórica
-
Panamá negocia com Maersk para operar no canal após anular contrato com empresa de Hong Kong
-
Forças curdas anunciam acordo 'global' com o governo da Síria
-
Reino Unido insiste em reforçar laços com a China apesar das advertências de Trump
-
Chanceler iraniano se diz disposto a negociação nuclear 'em pé de igualdade'
-
Trump indica Kevin Warsh para ser o próximo presidente do Fed
-
Zona do euro registra crescimento de 1,5% em 2025 apesar da tensão com EUA
-
IA ajuda médicos a detectar câncer de mama em exames, aponta estudo
-
Repescagem da Champions terá Monaco-PSG e reencontro de Benfica com Real Madrid
-
Panamá anula concessão a uma empresa de Hong Kong em seu canal; China promete proteger suas companhias
-
'Difícil sobreviver': idosos de Kiev tremem de frio sem luz nem aquecimento após ataques russos
-
Desemprego registra leve queda na zona do euro em dezembro
-
EUA a caminho de novo 'shutdown' em meio a críticas democratas por mortes de manifestantes
-
Alcaraz supera Zverev em batalha de mais 5 horas e avança à final do Aberto da Austrália
-
Premiê britânico insiste em reforçar laços com a China apesar das advertências de Trump
-
Trump ameaça com tarifas países que venderem petróleo a Cuba
-
Irã ameaça bombardear bases e porta-aviões dos EUA se for atacado
-
Argentina decreta emergência por incêndios na Patagônia
-
Trump suspende parcialmente o embargo petrolífero à Venezuela após abertura em nova lei
-
Nubank recebe aprovação inicial para operar como banco nos EUA
-
Lágrimas de LeBron acendem especulações sobre despedida das quadras
-
Bayern visita Hamburgo com missão de evitar que título da Bundesliga fique em aberto
-
EUA deve manter distância de aposta separatista de Alberta, diz premiê do Canadá
Guerreiros caçadores de cabeças na Índia esperam não cair no esquecimento
Antigamente, na Índia, os guerreiros Konyak cortavam as cabeças de seus inimigos para se destacarem. Hoje em dia, as últimas e nostálgicas testemunhas daquela época consideram a geração atual muito tranquila.
Nokkho, de 90 anos, não consegue enxergar além de alguns metros. Suas tatuagens faciais de guerreiro não são mais nítidas e seu corpo frágil precisa de apoio.
Quando ele lembrou dos velhos tempos, no entanto, seu olhar iluminou. "Vimos nossos bravos anciãos cortarem as cabeças de seus inimigos e participamos de muitas batalhas", disse à AFP.
Nokkho é um konyak - uma pequena comunidade de guerreiros ferozes e respeitados do estado de Nagaland, no nordeste da Índia.
Eles foram os últimos a abandonar a velha prática de decepar as cabeças de seus inimigos nesta região isolada, montanhosa e densamente florestada perto da fronteira com Mianmar.
"Tenho sorte de ainda estar vivo, rodeado pela minha família, mas acho que a geração atual é privilegiada demais", diz ele na cidade de Chi, a cerca de 360 quilômetros da capital regional Dimapur.
Este guerreiro vem de uma linhagem em extinção, que praticou ou presenciou a caça de cabeças há meio século.
"Cabeças humanas eram troféus que impunham respeito", indicou Nokkho sentado em frente a uma parede decorada com crânios de animais sacrificados pela família.
Cada guerreiro usava uma tatuagem diferente, representando batalhas ou decapitações.
Os dois últimos caçadores de crânios da cidade, seus dois velhos amigos, morreram há vinte anos.
A maioria dos combates entre tribos foram travados por disputas de terras ou recursos limitados. Armados com lanças, machados e facões, os guerreiros emboscavam seus inimigos.
Os corpos sem cabeça dos adversários eram amarrados a uma vara de bambu e levados para a aldeia do vencedor, onde eram expostos à população para celebrar a bravura.
"A minha juventude foi um período de grande transição", relatou Nokkho, que se referiu à chegada de missionários que denunciaram esta prática e converteram progressivamente a população - que praticava uma religião animista - ao cristianismo.
- Orgulhoso de suas tradições -
Bo Wang, de 90 anos, rei do vilarejo vizinho de Hongphoi, começou a caçar javalis e outros animais selvagens quando "a caça de cabeças virou um tabu" - uma situação similar a de Nokkho.
A família de Wang, como outros reis das aldeias vizinhas de Konyak, foi a autoridade máxima da aldeia por gerações.
"Todos viviam com medo de uma emboscada e fomos ensinados a desconfiar de todos", contou Wang sobre sua infância.
Sua segunda esposa, Kamya, de 80 anos, está feliz por suas netas estarem crescendo na geração atual.
"Antes não havia comida ou recursos suficientes", lamentou à AFP. "Era especialmente difícil para as mulheres, que realizavam tarefas ingratas em casa e no campo, o tempo todo", acrescenta.
A região está mais tranquila agora, mas Wang sente saudades daquela época e defende que "tudo mudou com a modernidade" e que sua "cultura está morrendo".
"As pessoas respeitavam a hierarquia, os anciãos e seu rei. Hoje não é mais assim", lamentou.
No entanto, o membro de uma organização tribal local que apoia a cultura Konyak, Kaipa, de 34 anos, diz que a história não será perdida.
"Os jovens têm orgulho de suas tradições e de sua cultura guerreira", avalia.
"Lembramos nossas raízes e vamos nos esforçar para protegê-las, garantindo nosso futuro com a melhor educação e infraestrutura contemporânea", enfatizou.
T.Wright--AT