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Astronautas da Artemis II acionam motores rumo à Lua
Os quatro astronautas do programa Artemis II acionaram nesta quinta-feira os motores de sua nave para deixar a órbita terrestre e seguir rumo à Lua, um feito inédito para a Nasa em mais de meio século.
"A humanidade voltou a mostrar do que somos capazes", disse o astronauta canadense Jeremy Hansen, que embarcou na missão juntamente com três americanos. "São as suas esperanças para o futuro que nos impulsionam agora nesta jornada ao redor da Lua", acrescentou, após a manobra, realizada às 23h49 GMT.
Durante quase seis minutos, a nave Orion gerou o impulso necessário para deixar a órbita da Terra e seguir rumo à Lua. Hansen mencionou "uma vista impressionante" da "Terra iluminada pela Lua". "É fenomenal."
A Artemis II busca abrir caminho para um retorno à superfície lunar em 2028, mais de meio século depois das missões Apollo. Sua tripulação não vai pousar, e sim orbitar a Lua, passando por trás de seu lado oculto na próxima segunda-feira, antes de retornar para a Terra, no próximo dia 10.
Desde a decolagem, os astronautas fizeram verificações técnicas e realizaram o "apogee raise burn", uma ignição dos motores para ganhar impulso e aumentar a altitude de sua órbita. Esse empurrão de um minuto os afastou ainda mais da Terra, preparando-os para a grande manobra de hoje, quando eles iniciaram de fato sua jornada rumo à Lua.
Entre os poucos imprevistos técnicos que ocuparam o centro de controle em Houston nas primeiras horas do voo, houve um problema com o banheiro, que foi resolvido.
O programa Artemis custou dezenas de bilhões de dólares e sofreu um atraso de anos. "A Nasa precisa com urgência de que isso dê certo", disse à AFP o especialista Casey Dreier, da The Planetary Society. Ele destacou que a agência enfrenta problemas de orçamento e várias baixas, principalmente de cientistas que trabalham com o clima.
T.Wright--AT