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Apple apresenta iPhone 17 Air em meio à corrida pela IA
A Apple apresentou, nesta terça-feira (9), sua nova linha do iPhone 17, incluindo um modelo ultrafino Air, enquanto se esforça para demonstrar que pode acompanhar o ritmo na corrida pela inteligência artificial (IA) generativa.
A gigante do Vale do Silício realizou seu evento anual de lançamento do iPhone em meio a crescentes desafios: a Casa Branca pressiona a empresa para reduzir sua dependência da fabricação chinesa, enquanto os investidores se perguntam se a Apple está realmente preparada para a era da IA.
Somam-se ainda as dificuldades derivadas das elevadas políticas tarifárias do presidente americano, Donald Trump. As ações da Apple caíram mais de 3% desde que o republicano assumiu o cargo em janeiro.
Nesse contexto, a empresa de tecnologia aposta em um produto que espera impulsionar um grande ciclo de compras de iPhone e reverter a tendência dos clientes de conservar seus dispositivos por mais tempo antes de trocá-los.
Para revitalizar sua marca, a Apple apresentou o iPhone 17 Air, descrito pelo CEO Tim Cook como "uma revolução total".
Com apenas 5,6 mm de espessura, o dispositivo de 999 dólares (5.450 reais) incorpora o novo processador A19 Pro da Apple - o mais potente para iPhone até hoje - e promete uma bateria que dura o dia inteiro. Além disso, esta nova linha abandona os cartões SIM físicos em favor de suas versões virtuais eSIM.
O Air se junta à linha padrão da Apple, que inclui o iPhone Pro 17 premium, o modelo mais caro e de maior desempenho.
Embora todos os novos dispositivos incorporem tecnologia de IA generativa, a Apple não fez nenhum anúncio importante sobre a expansão de suas capacidades de IA além das atualizações das funções existentes em seu "Apple Intelligence".
As investidas da companhia em matéria de IA tiveram dificuldades para se consolidar desde o lançamento do "Apple Intelligence" no final de 2024.
Os usuários têm se mostrado especialmente decepcionados com as melhorias na assistente Siri, que continua surpreendentemente básica, apesar de anos de promessas.
- Mudança estratégica -
Analistas do setor consideram o iPhone Air como uma mudança estratégica, já que a Apple posiciona o design ultrafino, em vez de telas maiores, como seu novo atrativo de venda premium.
Sua reduzida espessura também poderia abrir caminho para o tão rumorado iPhone dobrável, que é esperado para o próximo ano. Concorrentes como Samsung e Huawei já oferecem smartphones dobráveis.
No entanto, projetar dispositivos tão finos apresenta desafios: custos de produção mais altos e menor espaço para a bateria, embora a Apple afirme que o iPhone 17 Air tem uma duração de bateria de 24 horas com uma carga completa.
Apesar de as tarifas aumentarem os custos de produção, a Apple manteve os preços do iPhone inalterados em relação aos modelos equivalentes do ano passado, uma medida que poderia reduzir as margens de lucro.
Em julho, Cook revelou que as tarifas de Trump custaram à Apple 800 milhões de dólares (4,36 bilhões de reais) no último trimestre, com um impacto estimado de 1,1 bilhão de dólares (6 bilhões de reais) neste trimestre.
A Apple também apresentou os AirPods Pro 3, com cancelamento de ruído aprimorado e funções de tradução em tempo real, e o Apple Watch Series 11, que inclui conectividade 5G, maior duração da bateria e funções de monitoramento da saúde cardíaca, ainda pendentes de aprovação.
M.White--AT