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Bolsonaro deixa o hospital três semanas após cirurgia
O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta neste domingo (4) e deixou o hospital em Brasília onde foi submetido a uma cirurgia abdominal há três semanas. Segundo os médicos, ele deve evitar aglomerações.
Bolsonaro, inabilitado politicamente e que enfrentará um julgamento por um suposto plano golpista, foi operado em 13 de abril para corrigir uma obstrução intestinal, uma complicação derivada de uma facada que sofreu durante um comício de sua campanha eleitoral em 2018.
O ex-presidente, 70, saiu andando e sorridente do DF Star e foi recebido por um coro de apoiadores, que gritavam "Mito!". "Obrigado, meu Deus, por esse milagre", publicou horas antes no X.
Bolsonaro foi internado em 11 de abril, com fortes dores abdominais. Ele passou 17 dias na unidade de terapia intensiva (UTI), antes de ser transferido, na última quarta-feira, para a área de internação.
Na porta do hospital, os médicos de Bolsonaro destacaram a sua boa recuperação. "Está pronto para, aos poucos e gradativamente, voltar à vida normal", disse seu cardiologista, Leandro Echenique, que ressaltou que o risco de uma recaída "nunca é zero".
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu no fim de março indiciar o presidente por uma suposta tentativa de golpe de Estado ao final de seu mandato (2019-2022).
A Procuradoria-Geral da República (PGR) o acusa de ter liderado um complô para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, depois que ele foi derrotado nas eleições de 2022.
Em mensagem publicada nas redes sociais na manhã deste domingo, Bolsonaro agradeceu aos médicos e disse que voltava para casa "renovado". Ele afirmou que seu "próximo desafio" será acompanhar uma manifestação política em Brasília na próxima quarta-feira.
O ato busca reunir apoio a um projeto de anistia no Congresso para os condenados pela invasão bolsonarista à sede dos três poderes em janeiro de 2023. A equipe médica contraindicou a participação de Bolsonaro no evento.
O ex-presidente passou diversas vezes pela sala de cirurgias nos últimos anos devido às sequelas do atentado contra ele ocorrido em setembro de 2018 em frente a uma multidão em plena campanha, semanas antes de vencer as eleições de 2018.
P.Hernandez--AT