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Ataques israelenses matam 11 pessoas no sul do Líbano
Ataques noturnos israelenses deixaram 11 mortos em uma localidade no sul do Líbano, incluindo dois bebês, apesar de um cessar-fogo com o grupo pró-iraniano Hezbollah, informou nesta segunda-feira (7) a agência de notícias NNA.
Desde que anunciou na quinta-feira ter tomado o controle da colina de Ali Taher, uma posição estratégica do Hezbollah, o Exército israelense intensificou os ataques na região.
Nove pessoas morreram em um bombardeio que destruiu um prédio residencial de três andares em Kfar Remmane, e dois socorristas, cujo veículo foi alvo de um ataque, morreram na mesma localidade, segundo a Agência Nacional de Informação (NNA).
Um fotógrafo da AFP viu o prédio completamente destruído, com livros didáticos e pedaços de móveis entre os escombros. Os socorristas procuravam possíveis vítimas entre as ruínas.
Os habitantes da localidade haviam retornado para suas casas graças à trégua de junho, depois de terem sido deslocados pela guerra entre Israel e o Hezbollah.
"Desde que voltamos, vivemos com angústia", contou à AFP Fouad Chakaron. O morador afirma que no prédio atacado viviam "pessoas que não tinham nenhum vínculo com ninguém", em referência ao movimento xiita.
Após o ataque, os moradores do bairro fugiram novamente, constatou a AFP.
O ataque não foi precedido por uma advertência, ao contrário do que aconteceu na localidade vizinha de Deir Zahrani.
Durante a noite, o Exército israelense havia ordenado aos moradores de Deir Zahrani que abandonassem a região antes de um ataque direcionado, segundo eles, contra uma instalação do Hezbollah.
Após o "lançamento de um drone explosivo" do Hezbollah contra as forças israelenses, o Exército advertiu em árabe no Telegram que atacaria um local do Hezbollah. "Vinte e dois minutos depois", a aviação israelense "destruiu" o prédio, segundo a NNA.
Israel intensificou os ataques nos últimos dias. Na sexta-feira, quatro pessoas morreram e, no domingo, outras sete.
Nesta segunda-feira, Israel acusou o Hezbollah de violar repetidamente o acordo de cessar-fogo.
"Ataques repetidos com drones. Depósitos de armas. Infraestruturas terroristas. Centros de comando instalados em áreas civis. O Hezbollah continua tentando reconstruir suas capacidades militares no sul do Líbano. As violações não serão toleradas", escreveu o Ministério das Relações Exteriores de Israel na rede social X.
O Líbano foi arrastado para o conflito no Oriente Médio em março, quando o Hezbollah atacou Israel em apoio ao Irã.
Israel respondeu com bombardeios aéreos e uma invasão terrestre do Líbano que, segundo Beirute, já matou mais de 4.300 pessoas.
H.Gonzales--AT