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Irã mira em bases dos EUA em resposta a novos bombardeios
O exército ideológico de Teerã “realizou um ataque coordenado com mísseis e drones contra as bases americanas em Erbil”, que teve como alvos um “centro de manutenção”, “depósitos de equipamentos técnicos” e um “aeróstato de vigilância”, segundo os veículos de comunicação oficiais iranianos.
Na véspera, o Exército dos Estados Unidos informou que havia concluído sua série de ataques mais recente contra a infraestrutura militar aérea e marítima do Irã.
"As forças americanas atacaram alvos do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), incluindo locais de defesa aérea, sistemas de radar, ativos e instalações marítimas, capacidades de instalação de minas e locais de comunicação", publicou no X o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom).
Se Teerã "responder a este ataque perfeitamente justificado, será atingida novamente, com muito mais força e intensidade", ameaçou o presidente Donald Trump, na plataforma Truth Social.
O Exército da Jordânia reportou ter destruído dez mísseis lançados do Irã e que outros três caíram longe de áreas habitadas. O Kuwait também relatou ter sido alvo de mísseis e drones, enquanto sirenes de alerta aéreo soaram na manhã desta quarta-feira no Bahrein.
O porta-voz do Comando Militar Central do Irã, Ebrahim Zolfaghari, prometeu "respostas mais amplas e destrutivas" caso os ataques dos Estados Unidos ou de seus aliados continuem.
No âmbito diplomático, o Peru rompeu nesta terça-feira suas relações com o Irã, após acusar Teerã de incentivar “a escalada de conflitos” no Oriente Médio e criticar “as restrições severas” impostas ao trânsito marítimo no Estreito de Ormuz, informou a chancelaria peruana.
“Com base em sua histórica vocação pacifista”, o governo do Peru “tomou a decisão de romper relações diplomáticas com a República Islâmica do Irã”, anunciou a pasta do governo peruano, um aliado dos Estados Unidos.
Os preços dos hidrocarbonetos dispararam nesta terça-feira após os novos ataques realizados pelos Estados Unidos ao Irã, enquanto o gás europeu atingiu seu nível mais alto em mais de três anos.
O barril do WTI para entrega em outubro subiu 5,20%, aos 90,22 dólares, superando a marca dos 90 dólares pela primeira vez desde o fim de julho. Já o do Brent para entrega em novembro avançou 4,60%, aos 94,65 dólares.
O preço do gás europeu também registrou uma forte alta. As reservas europeias estão baixas para esta época do ano, o que implica importantes necessidades de abastecimento antes do inverno.
Washington também realizou operações no último domingo, as primeiras em um mês, contra alvos militares localizados em uma ilha iraniana.
Autoridades do Irã pediram nesta terça-feira uma redução no consumo de gasolina no país, enquanto Teerã enfrenta dificuldades de importação devido ao bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos.
A milhares de quilômetros de distância, o porta-aviões americano Abraham Lincoln, que se tornou alvo de uma controvérsia devido às condições de vida a bordo após meses no mar, chegou nesta quarta-feira à costa da Tailândia.
O Lincoln partiu da Califórnia em novembro de 2025, para uma missão no Mar do Sul da China, mas foi redirecionado para o Oriente Médio antes dos ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que desencadearam a guerra regional há seis meses.
Relatos sobre a deterioração das condições de vida e problemas de saúde mental a bordo, incluindo tentativas de suicídio, ganharam destaque na imprensa americana, provocando críticas ao conflito promovido pelo presidente Donald Trump contra a república islâmica.
A cidade turística de Pattaya, tradicional destino de descanso e lazer para militares americanos desde a Guerra do Vietnã, reforçou as medidas de segurança, enquanto se preparava para receber marinheiros e fuzileiros navais.
T.Perez--AT