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Irã condena à morte duas mulheres por manifestações de 2026
Duas mulheres foram condenadas à morte por sua participação em protestos antigovernamentais no Irã, informaram grupos de direitos humanos nesta segunda-feira (31).
Ambas foram sentenciadas em casos separados, mas relacionados a incidentes em Isfahan, um dos pontos da mobilização nacional que atingiu seu auge em 8 e 9 de janeiro.
No contexto da guerra com os Estados Unidos, o Irã executou 29 homens por acusações relacionadas aos protestos, segundo a ONG Iran Human Rights (IHR), sediada na Noruega. Nenhuma mulher foi executada por este motivo até então.
Taraneh Rahimi, de 20 anos, foi condenada por incidentes em uma praça, nos quais duas pessoas morreram, entre elas um integrante das forças de segurança, informaram nesta segunda-feira o grupo Hengaw, sediado na Noruega, e a ONG Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede nos Estados Unidos.
Outros acusados foram condenados a até 36 anos de prisão, incluindo a irmã de Taraneh, acrescentaram.
"Os advogados dos acusados não obtiveram acesso a uma parte importante do processo e contestaram por não ter sido concedido tempo suficiente para revisar os documentos e as provas", afirmou a HRANA.
Mãe de dois adolescentes, Leila Abolhasani, de 43 anos, foi condenada por incendiar uma loja. Seus familiares afirmam que ela estava apenas filmando o local em chamas, segundo o observatório jurídico Dadban e a HRANA.
Ela foi condenada pelo crime de "fazer guerra contra Deus", punível com a morte. O caso foi encaminhado ao Supremo Tribunal para revisão.
A.Williams--AT