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Ao menos 37 mortos em ataque russo a depósito perto de Kiev
Pelo menos 37 pessoas morreram em um ataque russo com drones na noite de sexta-feira (28) contra um depósito perto de Kiev, que causou um incêndio de grandes proporções e explosões, informaram as autoridades ucranianas neste sábado (29).
O depósito aparentemente continha "objetos e materiais explosivos", disse a Procuradoria-Geral da Ucrânia, que abriu uma investigação por negligência criminosa.
Vídeos que circulam online e na imprensa mostram uma explosão massiva, seguida de detonações secundárias que lançaram chamas em várias direções, o que sugere que de fato havia munições armazenadas no depósito atacado.
"Infelizmente, o número de vítimas no distrito de Bucha subiu para 37", declarou Timur Tkachenko, chefe da administração militar da região de Kiev, no Telegram.
Entre os mortos estava Taras Didich, prefeito da vila de Dmitrivska, que auxiliava nos esforços de resgate.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, publicou uma longa mensagem no X lembrando as pessoas de que "munições não podem ser armazenadas perto de casas ou outras áreas residenciais".
O ataque com drone ocorreu pouco depois das 20h00 de sexta-feira (14h10 em Brasília) e atingiu "as instalações de uma empresa na localidade de Mila", perto de Bucha e a oeste de Kiev, informou a Procuradoria-Geral da Ucrânia.
Nesse momento, "um grande incêndio começou na propriedade da empresa e a detonação teve início", acrescentou.
A Procuradoria-Geral explicou que irá investigar "a legalidade do armazenamento de objetos e materiais explosivos na propriedade da empresa", assim como se a empresa, cujo nome não foi mencionado, possuía "as licenças e autorizações necessárias".
- "Punição severa" -
Quando foi divulgado inicialmente um número de 27 mortos, Zelensky indicou que havia dezenas de feridos e que mais de 370 pessoas haviam sido retiradas da área.
O ataque e a subsequente explosão causaram danos a casas próximas e a um centro para idosos e pessoas com deficiência, indicou também o presidente.
O primeiro-ministro, Sergei Koretsky, lamentou que "as lições" não tenham sido aprendidas após outro ataque mortal em julho na cidade de Vykhneveh, perto de Kiev, contra um depósito de munições.
Uma investigação revelou falhas significativas por parte da empresa pública proprietária do depósito, que não cumpriu as normas apesar da proximidade com áreas residenciais.
"Agora, no quinto ano da invasão, cometer o mesmo erro repetidamente equivale a negligência criminosa", disse o primeiro-ministro em uma mensagem no Telegram. "Todos os responsáveis, sem exceção, devem receber punição severa para que algo assim nunca mais aconteça", enfatizou.
Rússia e Ucrânia intensificaram seus ataques de longo alcance nos últimos meses, visando cada vez mais infraestruturas civis, como armazéns logísticos, instalações petrolíferas e portuárias.
Esses bombardeios resultaram em um número crescente de vítimas civis.
F.Wilson--AT