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Grupos de direitos civis protestam nos EUA contra mudanças de Trump em regras eleitorais
Ativistas de direitos civis protestaram nesta sexta-feira (28) em Washington contra as mudanças nas regras eleitorais promovidas pelo presidente Donald Trump antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.
O protesto "Defend the Vote" (defenda o voto) reuniu os manifestantes no National Mall, em Washington.
A manifestação contou com o apoio de mais de 90 organizações. Estiveram presentes a governadora da Virgínia, Abigail Spanberger, o líder da minoria democrata na Câmara dos Representantes, Hakeem Jeffries, e o senador de esquerda Bernie Sanders, entre outros.
Os organizadores dizem que o direito ao voto enfrenta sua maior ameaça em décadas após uma decisão da Suprema Corte, em abril, que enfraqueceu as proteções da histórica Lei dos Direitos de Voto de 1965.
A decisão abriu caminho para que estados do sul liderados por republicanos redesenhassem os distritos eleitorais. Segundo diferentes organizações, as mudanças poderiam diluir a influência política dos eleitores negros.
O protesto ocorre ao mesmo tempo em que aumentou a batalha judicial em torno das tentativas de Trump de endurecer as regras para a votação pelo correio.
"O fato de ainda termos que lutar para manter e renovar nossos direitos ao voto neste país é mais do que deplorável e uma verdadeira vergonha nacional", disse Martin Luther King III, um dos líderes da manifestação.
Por meio de uma ordem executiva sobre a votação pelo correio, Trump determinou a elaboração de listas de eleitores habilitados e que o serviço postal entregasse as cédulas exclusivamente a esses eleitores.
ONGs denunciaram a medida, enquanto tribunais emitiram uma série de decisões contraditórias entre si sobre o alcance que ela poderá ter antes das eleições de novembro.
Também buscaram relacionar os direitos dos eleitores às preocupações econômicas entre os americanos mais jovens, particularmente entre os eleitores negros, cujo apoio aos democratas enfraqueceu nas eleições presidenciais de 2024.
Segundo uma pesquisa citada pelo Axios, 36% dessa população entre 18 e 29 anos apontaram o emprego e a economia como sua principal preocupação, em comparação com 11% que disseram que era o racismo.
N.Mitchell--AT