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Síria confirma diálogos com Israel para reduzir tensões após ataques
A Síria informou que manteve diálogos na Jordânia com funcionários de Israel, neste domingo (23), destinadas a abordar uma desescalada após os recentes ataques israelenses contra uma base aérea em desuso no território sírio.
Etas aproximações também visam manter o governo sírio à margem das tensões entre Israel e Turquia, aliada de Damasco.
Os diálogos de alto nível ocorreram depois que sírios e israelenses acordaram em janeiro estabelecer um mecanismo de intercâmbio de inteligência enquanto avançam para um acordo de segurança.
Também foram realizados depois que Israel bombardeou, no começo desta semana, a base aérea em desuso de Abu Duhur, no noroeste sírio, alegando que queria impedir a mobilização de tropas turcas nas instalações.
A Turquia negou que estivesse preparando uma mobilização.
A agência estatal síria SANA citou uma fonte diplomática da Chancelaria que informou sobre as reuniões com Israel.
Segundo a fonte, "uma delegação síria de alto nível, encabeçada pelo ministro de Assuntos Exteriores e integrada pelos chefes dos serviços de inteligência geral e militar" se reuniu com uma delegação israelense.
O encontro ocorreu "sob mediação americana e com a Jordânia como anfitriã", detalhou.
A reunião, acrescentou, faz "parte dos esforços destinados à desescalada após o recente bombardeio israelense do território sírio".
Os diálogos também abordaram "esforços encaminhados a aproximar os pontos de vista entre Turquia e Israel e garantir que as tensões atuais entre ambos os países não se reflitam em território sírio", indicou a agência SANA.
Uma fonte diplomática e uma fonte do governo sírio disseram à AFP que o ministro das Relações Exteriores, Assad al Shaibani, se reuniu com o chefe do Mossad, Roman Gofman.
Eles abordaram questões como o estabelecimento de "uma sala de operações especiais" na Jordânia sob a supervisão dos Estados Unidos para impedir qualquer confronto na Síria, inclusive com a participação da Turquia, acrescentaram.
Na semana passada, o enviado dos Estados Unidos para a Síria, Tom Barrack, havia criticado o ataque de Israel contra a base aérea, qualificando-o como uma "escalada desnecessária que não contribui para a estabilidade regional".
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, trocaram críticas desde que ocorreu o incidente. As tensões entre os dois líderes se encontram em seu ponto máximo.
Israel lançou centenas de ataques contra a Síria desde que, em dezembro de 2024, forças islamistas - às quais considera jihadistas — depuseram o presidente Bashar al Assad.
O.Gutierrez--AT