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Presidente do Irã admite que país enfrenta 'muitas dificuldades"
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, reconheceu neste domingo (23) que o país enfrenta "muitas dificuldades", no momento em que o governo dos Estados Unidos planeja aumentar a pressão sobre Teerã com uma nova onda de sanções econômicas.
Quase seis meses após o início da guerra, os Estados Unidos anunciaram nesta semana uma campanha de sanções e isolamento do Irã que, segundo Washington, provocará o "colapso" do regime.
Em um discurso exibido neste domingo pela televisão estatal, Pezeshkian respondeu ao projeto americano. "Estamos imersos em uma guerra total nos planos econômico, militar e de segurança. Ele (o presidente americano Donald Trump) afirma sem rodeios que impõe ao Irã as sanções mais contundentes ou mais temíveis", declarou.
"Tenho consciência de que nossa sociedade enfrenta muitas dificuldades atualmente. Fazemos todo o possível para evitar que a situação se agrave", acrescentou.
"Nos esforçamos de todo coração para superar a inflação, os problemas de subsistência, o desemprego e garantir o futuro do povo, para que as pessoas consigam viver com dignidade e orgulho", insistiu Pezeshkian.
Nos últimos anos, o governo iraniano enfrentou várias ondas de manifestações, desencadeadas com frequência pela deterioração da situação econômica, inflação e queda do poder aquisitivo.
No fim de dezembro, manifestações contra o aumento do custo de vida evoluíram rapidamente para um amplo movimento de contestação contra o governo.
As autoridades relataram mais de 3.000 mortos nos protestos, que atribuíram a "atos terroristas" orquestrados pelos Estados Unidos e por Israel.
Várias ONGs com sede no exterior denunciam uma repressão aos manifestantes que teria deixado milhares de mortos.
P.Hernandez--AT