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Negociador iraniano diz que Ormuz permanecerá fechado até que Washington cumpra seus compromissos
O Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que o governo dos Estados Unidos cumpra seus compromissos previstos no protocolo de acordo assinado em junho, anunciou nesta terça-feira (18) o principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf.
A via marítima estratégica, bloqueada por Teerã, "não será reaberta até que sejam implementados os compromissos americanos estipulados no protocolo de acordo (...)", declarou Ghalibaf, que também é presidente do Parlamento.
Em um discurso transmitido pela televisão estatal, o negociador citou como condições "a suspensão do bloqueio naval (americano), o descongelamento dos ativos (iranianos), o fim do embargo ao petróleo", assim como "o fim das operações militares em todos os fronts".
A guerra começou em 28 de fevereiro, com os ataques dos Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica, que desencadearam um conflito regional.
Embora Washington e Teerã tenham assinado uma trégua em 8 de abril, persistem os confrontos esporádicos e a tensão, especialmente no Estreito de Ormuz e em suas imediações.
Desde o início do conflito, o Irã mantém o controle do estreito, uma via marítima vital para o setor de energia, e exige que os navios solicitem autorização de passagem e paguem tarifas pelos serviços de trânsito, medida que tem a oposição dos Estados Unidos e de outros países da região.
Irã e Omã, na outra margem do estreito, negociam há semanas o futuro da navegação pelo Ormuz. Segundo Teerã, as coordenadas geográficas da rota pela qual a navegação será permitida já foram acordadas entre os dois países.
Na segunda-feira, o Irã afirmou que as negociações "continuam de forma séria" e que está trocando pontos de vista sobre o texto de uma "declaração conjunta".
O presidente americano, Donald Trump, ameaçou bombardear Omã se o país "ficar no caminho" de um acordo com o Irã sobre Ormuz. Ele também instou o Irã a se render na guerra que, somada ao encarecimento do petróleo, está virando um fardo político para o magnata republicano.
Durante seu discurso, Ghalibaf declarou que o Irã estava "pronto para infligir uma derrota ainda mais esmagadora ao inimigo, proporcional a suas ações e avanços".
M.King--AT