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Raúl Castro reaparece em público em homenagem ao irmão, Fidel, em Havana
O ex-presidente cubano Raúl Castro, de 95 anos, que não era visto em público há vários meses, reapareceu, nesta quinta-feira (13), em um ato em Havana por ocasião do centenário de nascimento de seu irmão, Fidel Castro.
Vestido com seu uniforme verde-oliva, Raúl, indiciado em maio pela Justiça americana, foi ovacionado ao entrar no Teatro Karl Marx de Havana, sede do ato, constataram jornalistas da AFP.
Raúl Castro não ocupa nenhum cargo oficial nem no governo nem no Partido Comunista (único), mas mantém um papel importante nas decisões políticas e tem a lealdade das forças armadas.
Em junho, a Presidência de Cuba informou, em sua conta no X, que o ex-presidente cubano tinha dado seu aval a um pacote de reformas econômicas para fazer frente à crise econômica na ilha, sob forte pressão de Washington.
Sua última aparição pública tinha sido em 1º de maio, em frente à embaixada dos Estados Unidos em Havana, onde aparentou fragilidade. Ele apareceu em seguida na televisão estatal durante outro ato no começo de junho.
O irmão mais novo do falecido líder cubano Fidel Castro (1926-2016), inimigo declarado dos Estados Unidos, foi indiciado, em maio, em Miami, pela morte de quatro americanos na derrubada de dois aviões de pequeno porte de um grupo anti-Castro, em 1996. Na época, Raúl Castro era ministro da Defesa.
O governo do presidente americano, Donald Trump, aplica uma política de "pressão máxima" sobre Cuba, em particular desde a deposição, no começo de janeiro, durante uma incursão militar americana, do presidente venezuelano Nicolás Maduro, até então o maior aliado de Havana.
Trump diz que Cuba, situada a 150 km da costa da Flórida, representa "uma ameaça extraordinária" para a segurança nacional dos Estados Unidos e ameaçou em várias ocasiões "tomar o controle" do país.
M.King--AT