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Oposição designa candidatos à Presidência de El Salvador para competir com Bukele
Os dois partidos tradicionais de El Salvador, o direitista Arena e o esquerdista FMLN, designaram, neste domingo (26), seus candidatos para concorrer com o presidente Nayib Bukele nas presidenciais de fevereiro próximo, anunciaram as duas formações.
A ex-deputada Mayteé Iraheta, da Aliança Republicana Nacionalista (Arena), e o líder sindical Rafael Aguirre, da Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional (FMLN), iniciam a corrida eleitoral com poucas chances de vencer Bukele.
A aprovação do presidente passa de 80%, após ter subjugado as gangues, que transformaram El Salvador no país mais violento do mundo.
Há duas semanas, Bukele, um publicitário de 45 anos, foi proclamado por seu partido, Novas Ideias, candidato para um terceiro mandato, que estenderia seu mandato até 2033.
Organizações internacionais, como a Anistia Internacional, denunciam que a ofensiva de segurança do presidente direitista, que se desenvolve sob um estado de exceção, resultou em graves violações que poderiam constituir crimes contra a humanidade.
A pré-candidata do partido Arena disse a jornalistas, neste domingo, no distrito de Antiguo Cuscatlán, perto de San Salvador, que seu plano consiste em "proteger" os "avanços" na segurança, mas que estes estejam a serviço de um "maior progresso" coletivo e não apenas para "um setor".
"Viemos ratificar nosso compromisso (...) para poder apresentar uma alternativa diferente de como as coisas podem ser feitas", destacou, na capital salvadorenha, o pré-candidato da FMLN, que pediu um "diálogo nacional".
Bukele rompeu em 2019 com três décadas de bipartidarismo (Arena e FMLN), ao vencer com 53% dos votos, graças ao apoio dos jovens e dos cidadãos decepcionados com os dois partidos que se alternaram no poder após a guerra civil (1980-1992).
O presidente tentará um terceiro mandato após impulsionar uma reforma constitucional questionada, que permite a reeleição por tempo indeterminado.
Seus críticos o acusam de ser um autocrata por controlar todos os poderes do Estado, enquanto grupos de defesa dos direitos humanos asseguram que o regime de exceção não só serviu para prender cerca de 92.000 pessoas sem ordem judicial, mas para silenciar opositores.
N.Walker--AT