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Ministro israelense reza na Esplanada das Mesquitas, desafiando o status quo
O ministro israelense de Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, de extrema direita, visitou nesta quinta-feira (23), ao lado de centenas de judeus, a Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém Oriental, um local no centro do conflito israelense-palestino e regido por um status quo em vigor desde 1967.
A visita coincidiu com o Tishá BeAv, dia de jejum e luto do calendário judaico que relembra a destruição dos Templos de Jerusalém e está associado a outras tragédias deste povo.
Jornalistas da AFP constataram que Ben Gvir e os visitantes, entre eles colonos, ingressaram no início da manhã e que alguns deles, incluindo o ministro, rezaram no local, apesar de o status quo proibir orações judaicas ali.
"Vejam o que está acontecendo aqui: os judeus rezam e sentem que este lugar lhes pertence por direito", declarou Ben Gvir em um vídeo compartilhado no Telegram. "Todo o mundo entende que o Estado de Israel é a autoridade soberana. Ainda há caminho a percorrer e, com a ajuda de Deus, continuaremos avançando".
Situado em Jerusalém Oriental, na parte ocupada e anexada por Israel, o recinto abriga o terceiro lugar mais sagrado do islã e coincide com o local mais sagrado do judaísmo.
Um status quo estabelecido há décadas entre Israel e a Jordânia regula o acesso ao recinto, administrado pela Waqf (fundação religiosa islâmica encarregada pelos locais sagrados).
Esse acordo permite que os judeus visitem a Esplanada, mas não rezem nela, enquanto o culto muçulmano pode ser celebrado livremente.
Nos últimos anos, Ben Gvir, conhecido por sua ideologia antiárabe, e outros visitantes judeus infringiram em várias ocasiões essas normas, provocando condenações da Jordânia, da Autoridade Palestina e das autoridades religiosas muçulmanas.
vid-jd-crb-myl/mab/pc/jc/aa
O.Gutierrez--AT