-
Uefa multa Olympique de Marselha e Roma por descumprirem fair-play financeiro
-
Morre Eric Roy, técnico do Brest, aos 58 anos
-
Rede social W, concorrente europeia do X, lança sua versão pública
-
Sabalenka estreia com vitória no WTA 500 de Berlim; Gauff é eliminada
-
Bernardo Silva se junta ao novo Real Madrid de Mourinho
-
Neymar é festejado pelos companheiros após primeiro treino com a Seleção na Copa
-
Dirigentes comunistas cubanos discutem reformas econômicas sob pressão dos EUA
-
Mangione vai alegar problema psiquiátrico em julgamento por homicídio de executivo
-
Yamal e o controle de expectativas: copo meio cheio ou meio vazio?
-
Lorenzo Musetti está fora de Wimbledon devido a lesão
-
Mbappé busca quebrar recordes e fazer história na Copa do Mundo
-
Feyenoord anuncia Van Bronckhorst como novo técnico
-
Trump freia confirmação no Congresso de seu chefe de inteligência
-
Los Angeles sediará décima edição da Laver Cup em 2027
-
Real Madrid envia ofício à Uefa para que 'Caso Negreira' seja retomado
-
G7 pede que empresas de tecnologia criem ferramentas para proteger menores online
-
Últimos desdobramentos do acordo entre Irã e EUA
-
Príncipe Harry e família viajarão ao Reino Unido pela 1ª vez em quatro anos, segundo imprensa
-
Tigre, continência, K-pop, camisa da seleção: os símbolos do 2º turno na Colômbia
-
Messi tem atuação histórica na Copa, que aguarda estreia de Ronaldo
-
Jeff Bezos sonha em devolver o planeta ao seu estado pré-industrial
-
Parlamento Europeu aprova criação de centros de deportação de migrantes fora da UE
-
Casemiro, o homem de confiança de Ancelotti que está sob pressão
-
Líderes do G7 celebram avanços no Irã e Ucrânia antes de debate sobre IA
-
Zapatero defende sua honestidade após depor por mais de três horas à Justiça espanhola
-
'Toy Story 5': os brinquedos declaram guerra às telas
-
Empresa dinamarquesa elimina chefias para melhorar desempenho
-
Messi será o melhor 'até quando quiser', diz Scaloni
-
Princesa das Astúrias homenageia a pioneira do espaço Christina Koch
-
Real Madrid anuncia contratação do português Bernardo Silva até 2028
-
Princesa da Noruega recebe transplante de pulmão 'bem-sucedido'
-
'Eu sou o chefe', afirma Trump aos líderes reunidos no G7
-
Líderes do G7 celebran avanços no Irã e Ucrânia antes de debate sobre IA
-
Museu do Louvre está 'no limite', alerta novo presidente
-
AIE reduz previsão de demanda mundial de petróleo para 2026
-
Presidente sul-coreano pede ajuda de Trump em conflito com a Coreia do Norte
-
Áustria derrota Jordânia por 3-1 em partida do Grupo J da Copa
-
'São estatísticas e nada mais', diz Messi ao igualar Klose como artilheiro das Copas
-
Com hat-trick histórico de Messi, Argentina vence Argélia (3-0) em sua estreia na Copa
-
'Quero aproveitar cada jogo', diz Modric antes de estrear em sua quinta Copa do Mundo
-
'É como a primeira Copa' para Cristiano Ronaldo, diz técnico de Portugal
-
'Venho da minha melhor temporada', adverte Kane antes da estreia da Inglaterra
-
Lionel Messi é o primeiro jogador da história a jogar em seis Copas do Mundo
-
Sean Penn vai dirigir filme sobre ataque ao Capitólio dos EUA
-
Com 2 de Haaland, Noruega goleia Iraque (4-1) em sua estreia na Copa do Mundo
-
Investigações contra governador da Califórnia não foram ordenadas por Washington
-
'Mbappé é um jogador fora do comum', comemora Deschamps
-
SpaceX supera brevemente Microsoft e Amazon em valor de mercado
-
'Não há medo', afirma técnico da RD Congo antes do jogo contra Portugal
-
Justiça do Canadá confirma negativa de visto ao jogador ganês Thomas Partey
Imigrantes temem que ICE transforme Copa do Mundo em operação policial
A primeira participação do Haiti em uma Copa do Mundo desde 1974 enche Emile, um haitiano residente de Ohio, de muito orgulho; no entanto, ele tem medo de ir torcer por sua seleção devido à repressão migratória promovida pelo presidente americano, Donald Trump.
"Cantar o hino nacional do meu país em um estádio, diante de todo mundo, é um momento histórico que ninguém gostaria de perder", declarou este caminhoneiro de cerca de 40 anos, que preferiu não informar seu sobrenome, à AFP.
"Mas, ao mesmo tempo, penso duas vezes. Não quero que o ICE me prenda", acrescentou, se referindo aos agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), cuja missão é prender e deportar cidadãos estrangeiros em situação irregular.
"Meu advogado me aconselhou a não viajar para evitar ser interceptado no aeroporto", comentou.
As preocupações de Emile são compartilhadas por muitos membros da comunidade imigrante. Eles viram em primeira mão como os agentes do ICE operam; encapuzados e fortemente armados, utilizam com frequência métodos brutais em várias cidades dos Estados Unidos.
O auge da indignação com o ICE aconteceu em janeiro, quando agentes do serviço migratório mataram dois manifestantes americanos a tiros em Minneapolis.
"Agora as pessoas estão muito atentas ao que [as autoridades] estão fazendo e não se sentem mais seguras", declarou Monica Sarmiento, da Coalizão da Virgínia pelos Direitos dos Imigrantes, à AFP.
"Elas têm medo. Observamos táticas muito agressivas por parte do ICE, direcionadas não apenas contra as comunidades em situação irregular, mas também contra pessoas que contam com um status de proteção".
Sarmiento destacou que "70% das pessoas presas, detidas e deportadas não têm antecedentes criminais".
"Muitos deles vivem aqui há décadas e pagam impostos", acrescentou, denunciando a existência de "um clima de terror e hostilidade em todo o país; uma situação que não se limita à Copa do Mundo, mas que é vivida dia após dia".
- Comunidade haitiana apreensiva -
Das 104 partidas da Copa do Mundo, 78 serão disputadas nos Estados Unidos, país coorganizador do torneio - previsto para acontecer de 11 de junho a 19 de julho - junto com Canadá e México.
A possibilidade de que o ICE intensifique sua atividade aproveitando as partidas em território americano despertou preocupações no coração da comunidade hispânica dos Estados Unidos, que representa 20% da população nacional e se concentra principalmente na Califórnia, Flórida e no Texas.
Sua presença é especialmente significativa em grandes cidades como Miami, Los Angeles, Dallas e Nova York, todas sedes da Copa do Mundo.
A comunidade haitiana - cerca de 850 mil pessoas em 2024, concentradas em grande parte em Miami e Nova York - também está sob ameaça devido à intenção do governo Trump de pôr fim ao Status de Proteção Temporária (TPS), do qual se beneficiam imigrantes como Emile.
Este status impede que sejam deportados para seu país de origem, o que, no caso haitiano, equivaleria a uma passagem só de ida para uma das nações mais pobres do mundo e um território assolado pela instabilidade política, crise econômica e violência de gangues.
- "Graves violações de direitos" -
Os temores se intensificaram após relatos de organizações como a Human Rights Watch, que citou o caso de um solicitante de asilo que foi detido pelo ICE e deportado para seu país de origem após assistir à final do Mundial de Clubes, no ano passado, em East Rutherford (Nova Jersey).
Algumas organizações defensoras dos direitos humanos temem que o ICE coloque na mira os turistas estrangeiros que se encontrem nas mediações dos estádios ou nas diversas Fan Zones (zonas para torcedores), onde milhares de torcedores irão se reunir.
Mais de 120 organizações de direitos civis dos Estados Unidos - entre elas a influente União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) - emitiram, em abril, um "alerta de viagem" na qual advertem sobre o "risco de sofrer graves violações de direitos" para torcedores, jogadores, jornalistas e demais visitantes.
Segundo os signatários, "as pessoas que viajarem aos Estados Unidos poderão correr risco de ter a entrada negada, de serem detidas, encarceradas e/ou deportadas; de ser alvo de perfis raciais ou receber um 'tratamento cruel, desumano ou degradante - e até mesmo morrerem' - enquanto estiverem sob detenção ou custódia do ICE".
O ICE, uma das muitas agências que compõem o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS), participa há muito tempo dos esquemas de segurança dos grandes eventos esportivos, como o Super Bowl.
"Os visitantes internacionais que entrem legalmente nos Estados Unidos para assistir à Copa do Mundo não têm nada com que se preocupar", declarou um porta-voz do DHS à AFP.
"O que torna uma pessoa alvo das autoridades de controle migratório é o fato dela estar ou não de forma ilegal nos Estados Unidos", acrescentou.
A Fifa respondeu a uma consulta da AFP afirmando que "está comprometida com o respeito de todos os direitos humanos reconhecidos internacionalmente e se esforça para promover a proteção desses direitos".
H.Gonzales--AT