Arizona Tribune - Observadores eleitorais da UE estão 'muito preocupados' com violência na Colômbia

Observadores eleitorais da UE estão 'muito preocupados' com violência na Colômbia
Observadores eleitorais da UE estão 'muito preocupados' com violência na Colômbia / foto: Sergio Yate - AFP

Observadores eleitorais da UE estão 'muito preocupados' com violência na Colômbia

Os observadores eleitorais da União Europeia na Colômbia afirmaram, nesta quinta-feira (7), que estão "muito preocupados" com a onda de violência no país, com atentados e assassinatos em plena campanha eleitoral.

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Nas últimas semanas, dissidentes da extinta guerrilha das Farc desencadearam uma campanha de terror com ataques, como um atentado com explosivos que provocou a morte de 21 civis na região do Cauca (sudoeste).

Os insurgentes também têm assediado e assassinado líderes sociais a poucas semanas da eleição presidencial de 31 de maio, monitoradas pela missão de observadores da União Europeia.

"Cada atentado é uma dor, é um punhal cravado na democracia", disse José Antonio Gabriel, chefe adjunto da missão da UE na Colômbia, em uma coletiva de imprensa na qual anunciou o envio de 150 observadores, nos próximos dias, por todo o país.

A violência impacta "a capacidade de fazer campanha, a liberdade dos eleitores" e, portanto, "a jornada eleitoral", acrescentou.

Na quarta-feira (6), o assassinato do jornalista Mateo Pérez Rueda foi denunciado em uma zona rural de Antioquia assolada pela violência. A Defensoria do Povo apontou guerrilheiros que não aderiram ao acordo de paz de 2016 como responsáveis.

Gabriel qualificou o assassinato dele como "desprezível".

Na Colômbia é comum que os grupos ilegais exerçam pressão sobre a população para influenciar a eleição, especialmente nas zonas rurais mais remotas e com menor presença do Estado.

No entanto, a missão internacional sustenta que a democracia colombiana é sólida.

"Este país, apesar da presença dos grupos armados (...) consegue, vez após vez, organizar eleição em todo o território", disse Gabriel.

O presidente colombiano o esquerdista Gustavo Petro, que deixará o cargo em 7 de agosto, tentou, sem sucesso, negociar a paz com grupos de narcotraficantes, que fortaleceram suas fileiras nos últimos anos.

O senador Iván Cepeda, discípulo de Petro e favorito à Presidência, afirma que esta onda de ataques beneficia a extrema direita.

Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia, os candidatos da direita que o seguem nas pesquisas, criticam a política de segurança do governo e prometem linha-dura no combate aos grupos armados.

R.Lee--AT