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França e Reino Unido firmam novo acordo para frear fluxo migratório no Canal da Mancha
As autoridades francesas e britânicas firmaram um novo acordo para tentar impedir as travessias irregulares pelo Canal da Mancha, embora Londres tenha condicionado parte de seu financiamento à eficácia das medidas adotadas para reter os imigrantes.
Após meses de difíceis negociações, ambos os países chegaram a um pacto para prorrogar o tratado de Sandhurst durante os próximos três anos. O acordo bilateral firmado em 2018, que já havia sido estendido em 2023, expirava em 2026.
Pela primeira vez, o financiamento das autoridades britânicas, que poderá chegar a 766 milhões de euros (R$ 4,45 bilhões) em três anos, inclui "uma parte flexível" de 186 milhões (pouco mais de R$ 1 bilhão) que estará condicionada à eficácia das medidas para impedir que os migrantes cheguem de maneira irregular a seu território.
Portanto, só estarão assegurados 580 milhões de euros (R$ 3,37 bilhões) por parte de Londres. Contudo, apenas essa quantidade já representa um aumento, pois o Reino Unido havia aportado 540 milhões de euros no âmbito do plano anterior.
Se as novas medidas não fornecerem "resultados suficientes, sobre a base de uma avaliação anual conjunta, o financiamento será reorientado para novas ações", detalha o roteiro do pacto ao qual a AFP teve acesso.
Segundo os dados oficiais das autoridades britânicas, 41.472 pessoas chegaram de forma irregular ao Reino Unido em pequenas embarcações em 2025.
Este número é o segundo mais alto desde o início dessas travessias em 2018. Pelo menos 29 migrantes morreram nessas águas em 2025, segundo um balanço da AFP baseado em fontes oficiais francesas e britânicas.
Este novo acordo, cujos detalhes serão divulgados nesta quinta-feira durante uma visita à costa francesa dos ministros de Interior de ambos os países, prevê duplicar os efetivos de segurança.
Assim, o pessoal será elevado para cerca de 1.400 agentes até 2029.
A colaboração entre Reino Unido e França "já permitiu impedir dezenas de milhares de travessias", destacou o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, em comunicado.
"Este acordo histórico nos permite ir além: reforçando a inteligência, a vigilância e a presença sobre o terreno para proteger as fronteiras britânicas", acrescentou.
P.A.Mendoza--AT