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Iranianos fazem correntes humanas em volta de centrais elétricas
Grupos de iranianos formaram correntes humanas para proteger as centrais elétricas do país nesta terça-feira (7), depois das ameaças do presidente americano, Donald Trump, de atacar a infraestrutura energética do país, enquanto altos funcionários disseram que também estavam dispostos a sacrificar suas vidas.
Após uma campanha online e mediante mensagens de texto promovendo a inscrição nas correntes humanas em todo o país, as autoridades afirmaram que mais de 14 milhões de pessoas aderiram à iniciativa.
Não foi possível verificar de imediato este número, nem quantas pessoas estavam participando das correntes humanas, embora as primeiras imagens mostrassem dezenas de pessoas em cada local.
A agência de notícias estatal Irna mostrou pessoas formando uma corrente humana "em apoio às centrais elétricas" na cidade de Bushehr (sul), onde fica uma usina nuclear.
A TV estatal e a agência de notícias Mehr mostraram dezenas de pessoas em frente à principal central elétrica da cidade de Tabriz (norte), assim como em uma usina da cidade de Mashhad.
Com os ataques dos Estados Unidos e de Israel também alvejando pontes, uma multidão se concentrou na principal estrutura sobre o rio na cidade de Ahvaz, acrescentou a Mehr.
Embora a guerra, que se estende por mais de cinco semanas, tenha acabado com todo um escalão da liderança iraniana, os ataques contra instalações energéticas representariam uma escalada importante.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, considerado por alguns o número um de fato do país, após o assassinato do líder supremo, Ali Khamenei, no início da guerra, publicou uma captura de tela do que supostamente era o sistema de registro para as correntes humanas.
Ao afirmar ter acrescentado seu nome à lista, afirmou: "Mohammad Bagher Ghalibaf está disposto a sacrificar sua vida pelo Irã".
Enquanto isso, a hashtag com a palavra "janfada" - auto-sacrifício em persa - se tornou 'trending topic' nas redes sociais.
"Mais de 14 milhões de iranianos orgulhosos se registraram até agora para sacrificar suas vidas para defender o Irã. Eu também estive, estou e continuarei estando disposto a dar a minha vida pelo Irã", escreveu no X o presidente Masoud Pezehskian.
Trump advertiu que "toda uma civilização morrerá" no Irã se o país não acatar seu ultimato para reabrir o Estreito de Ormuz.
O presidente americano deu ao Irã prazo até a meia-noite GMT desta terça-feira (20h em Washington, 21h em Brasília) para pôr fim ao bloqueio de fato nesta crucial via marítima para o transporte de petróleo e outras matérias-primas.
N.Mitchell--AT