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Ministro húngaro denuncia 'ingerência estrangeira' após acusação de passar informação à Rússia
O ministro húngaro das Relações Exteriores, Peter Szijjarto, denunciou, nesta terça-feira (31), uma "ingerência estrangeira" na campanha eleitoral do país, depois que veículos de investigação publicaram conversas telefônicas que sugerem que ele transmitiu informação para a Rússia.
Ao qualificar o caso como um "escândalo muito grave", Szijjarto criticou a "interceptação de seus telefonemas pelos serviços secretos estrangeiros, que os tornaram públicos" uma semana e meia antes das eleições legislativas, "em interesse da Ucrânia", escreveu no Facebook.
Um consórcio de veículos de mídia do leste europeu — The Insider, VSquare e Delfi — reportou, em uma investigação publicada nesta terça-feira, que Szijjarto tinha dado a Moscou "acesso direto a informação estratégica sobre questões cruciais".
A investigação se baseou em gravações vazadas e transcrições dos telefonemas. Em um deles, alega-se que Szijjarto disse ao colega russo, Serguei Lavrov: "Estou ao seu serviço".
O primeiro-ministro húngaro, o nacionalista Viktor Orban, próximo da Rússia, bloqueou reiteradamente as sanções da União Europeia contra Moscou e freou a ajuda a Kiev.
As acusações contra Szijjarto, aliado próximo de Orban, surgem antes das eleições legislativas de 12 de abril, nas quais o líder nacionalista enfrenta seu maior desafio eleitoral em anos.
Orban disputará a reeleição para o quinto mandato, apesar das acusações da oposição de deslealdade com os parceiros da União Europeia, assim como por permitir a ingerência do Kremlin.
D.Johnson--AT