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China e EUA se reúnem na França para negociações comerciais
A China e os Estados Unidos se reunirão neste fim de semana na França para retomar as negociações comerciais, em meio à guerra em curso no Oriente Médio e apenas algumas semanas antes da visita do presidente americano, Donald Trump, a Pequim.
A conversa ocorrerá em um momento turbulento para a economia global.
Os mercados sentem as repercussões da guerra travada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, um aliado da China que, antes da guerra, representava mais de 80% de suas exportações de petróleo, segundo a empresa de análises Kpler.
A China desaprova os ataques dos EUA e de Israel, mas também criticou o Irã pelo lançamento de drones e mísseis contra os países do Golfo.
O encontro em Paris entre as duas maiores economias do planeta foi anunciado na quinta-feira pelos Estados Unidos, cuja delegação será liderada pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent.
Em um comunicado, um porta-voz do Ministério do Comércio chinês confirmou que o vice-primeiro-ministro, He Lifeng, "liderará uma delegação à França de 14 a 17 de março para consultas econômicas e comerciais com os Estados Unidos".
O diálogo se concentrará em "questões econômicas e comerciais de interesse mútuo", acrescentou o comunicado.
As relações econômicas bilaterais apresentam muitas pendências, como as tarifas americanas, a balança comercial favorável a Pequim e as restrições às tecnologias de ponta exportadas para a China.
Bessent estará acompanhado pelo representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.
"O diálogo econômico" entre os dois países "está avançando", afirmou Bessent na quinta-feira.
Espera-se que esta reunião de alto nível prepare o terreno para a visita de Trump a Pequim, que ocorrerá entre 31 de março e 2 de abril.
Os Estados Unidos e a China travaram uma guerra comercial no ano passado, marcada por tarifas e diversas restrições. Posteriormente, chegaram a uma trégua precária, que voltou a se tornar instável esta semana.
A Casa Branca anunciou na quarta-feira uma série de investigações com o objetivo de documentar os prejuízos econômicos sofridos pelos Estados Unidos. Essas investigações têm como alvo cerca de quinze países ou blocos, incluindo a União Europeia (UE) e a China.
Para o governo Trump, este é um primeiro passo para reimpor as tarifas, após a Suprema Corte ter anulado a maioria das que havia imposto em fevereiro.
Esta iniciativa é um "exemplo típico de unilateralismo" que "prejudica seriamente a ordem econômica e comercial internacional", afirmou o Ministério do Comércio da China em um comunicado à imprensa nesta sexta-feira.
F.Ramirez--AT