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Bombardeios russos deixam 12 mortos na Ucrânia
A Rússia lançou uma série de mísseis e drones contra diversas regiões da Ucrânia na madrugada de sábado (7), uma ofensiva que deixou pelo menos 12 mortos e reduziu a escombros um prédio residencial na cidade de Kharkiv.
Os jornalistas da AFP na cidade do leste da Ucrânia, a segunda mais populosa do país antes da guerra, observaram as equipes de resgate procurando vítimas entre os escombros do bloco de apartamentos de estilo soviético de cinco andares.
As equipes ainda temem a presença de moradores presos sob as ruínas após o ataque com um míssil, que matou 10 pessoas, segundo as autoridades locais.
"Desde a madrugada estão removendo os escombros de um prédio residencial em Kharkiv, após um ataque com míssil balístico russo", afirmou o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, em uma mensagem nas redes sociais.
O ataque matou uma professora do ensino fundamental e seu filho, informou o prefeito Igor Terekhov. Outra mulher morreu ao lado da filha adolescente, acrescentou o governante.
O bombardeio também deixou vários feridos, incluindo duas crianças, de 6 e 11 anos, e uma adolescente de 17.
Zelensky afirmou que a Rússia lançou 29 mísseis e 480 drones contra o território ucraniano. Durante a noite, as autoridades acionaram o alerta de ataque aéreo em todo o país.
Os ataques também atingiram a infraestrutura energética e ferroviária do país, segundo o presidente.
Moscou anunciou um "ataque em larga escala de alta precisão" contra alvos militares na Ucrânia. A Rússia nega sistematicamente atingir infraestruturas civis.
Uma pessoa morreu na região leste de Dnipropetrovsk e um jovem de 24 anos faleceu quando seu carro foi atingido por um drone na região de Sumy, na fronteira com a Rússia, anunciaram as autoridades locais.
Em Zaporizhzhia (sul), um ataque russo deixou um ferido, um bebê, anunciou no Telegram o chefe da administração regional, Ivan Fedorov.
Três pessoas ficaram feridas em Kiev e duas em Chuhuiv, na região de Kharkiv, segundo autoridades locais.
- Negociações estagnadas -
Durante o ataque noturno russo, a Força Aérea da Polônia informou na rede social X que mobilizou aviões militares para proteger o seu espaço aéreo nas regiões fronteiriças com a Ucrânia, como é habitual em momentos de ofensivas em larga escala.
O ataque com mísseis e drones aconteceu depois de uma troca de 500 prisioneiros de cada lado entre Moscou e Kiev, baseada em acordos alcançados durante a última rodada de negociações em Genebra.
O diálogo, no entanto, parece estagnado pela falta de avanços significativos e pelo início da guerra no Oriente Médio.
Segundo a Ucrânia, havia a intenção de organizar uma nova rodada de negociações esta semana em Abu Dhabi, mas a capital dos Emirados Árabes Unidos foi uma das cidades atingidas pelos mísseis e drones iranianos nos últimos dias.
Zelensky sugeriu que o próximo encontro poderia acontecer na Suíça ou na Turquia, países que já receberam etapas anteriores de diálogo.
A guerra no Oriente Médio também pode ter consequências para as capacidades de defesa da Ucrânia, que depende em grande medida do fornecimento de armas dos Estados Unidos.
O comissário da União Europeia para a Defesa, Andrius Kubilius, advertiu na sexta-feira que Washington não terá capacidade de garantir mísseis para o seu próprio Exército, para os aliados no Golfo afetados pelos ataques de Teerã e para a Ucrânia.
"Tornou-se mais urgente para nós, na Europa, aumentar a produção de sistemas de defesa aérea e de mísseis balísticos", insistiu Kubilius.
L.Adams--AT