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Ministro da Defesa do Reino Unido está no Chipre após ataque a base britânica
O ministro da Defesa do Reino Unido, John Healey, chegou nesta quinta-feira (5) ao Chipre para tratar do "reforço" na segurança diante do descontentamento da ilha, quatro dias após um drone ter atingido uma base britânica local, em meio ao conflito no Oriente Médio.
"A amizade de longa data entre Reino Unido e Chipre continua sólida diante das ameaças iranianas", indicou o ministro em uma mensagem publicada no X, acompanhada de uma foto em que aparece ao lado do seu homólogo cipriota, Vasilis Palmas.
Healey acrescentou que falou com o ministro cipriota sobre o "reforço das defesas aéreas por parte do Reino Unido para garantir nossa segurança comum".
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou, em seguida, que o Reino Unido enviará quatro aviões de combate Typhoon "adicionais" ao Catar para reforçar suas "operações defensivas" no Oriente Médio.
O dirigente trabalhista não detalhou o número de aeronaves de combate britânicas já presentes na região, mas reiterou que, em janeiro e fevereiro, seu país havia "transferido" equipamentos defensivos para Chipre e Catar.
Helicópteros Wildcat, armados com mísseis antidrones, devem chegar na sexta-feira (6) ao Chipre, afirmou Starmer.
A visita do ministro de Defesa ocorre em um momento em que o governo trabalhista britânico é criticado pelas autoridades cipriotas e pela oposição conservadora por ter demorado a enviar reforços para proteger suas duas bases na ilha.
Além do drone que caiu na pista de base de Akrotiri na noite de domingo (1), outros dois, dirigidos ao mesmo local, foram interceptados na segunda-feira (2).
Uma fonte governamental cipriota indicou, na segunda-feira, que o ataque havia sido lançado a partir do Líbano, "provavelmente" pela milícia pró-iraniana do Hezbollah.
O Líbano fica a pouco mais de 100 quilômetros da ilha.
O ministro Healey se limitou a confirmar que o drone "não foi lançado a partir do Irã".
Em uma entrevista concedida À BBC na quarta-feira (4), o embaixador do Chipre no Reino Unido, Kyriacos Kouros, afirmou estar "decepcionado" com as poucas informações compartilhadas com seu país após o ataque.
Kouros pediu ao governo britânico que "coopere mais" com as autoridades locais para garantir que "incidentes similares não voltem a acontecer".
Por outro lado, o navio militar, cujo envio havia sido anunciado na terça-feira (3) por Starmer, não zarpará até "a próxima semana", indicou um funcionário ocidental, que preferiu manter anonimato.
Segundo a mesma fonte, o destróier demorará ainda vários dias para chegar ao Mediterrâneo Oriental.
Por sua vez, a Espanha anunciou, nesta quinta-feira, o envio de uma fragata ao Chipre, que se somará a uma francesa e duas gregas.
A Itália também anunciou o envio de meios navais para o país insular, membro da UE.
A Turquia também acabou envolvida involuntariamente no conflito após um míssil lançado do Irã, que se dirigia ao seu espaço aéreo, foi interceptado.
Segundo um funcionário turco, provavelmente o alvo era uma base militar no Chipre.
B.Torres--AT