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Israel volta a atacar Beirute e suas tropas avançam no sul do Líbano
Israel lançou novos ataques aéreos contra o Líbano pelo quarto dia consecutivo nesta quinta-feira (5), enquanto seu Exército avançava em várias cidades fronteiriças no sul do país, que foi arrastado para a guerra no Oriente Médio.
O Líbano foi arrastado para o conflito na segunda-feira, após um ataque inicial do movimento pró-Irã Hezbollah contra Israel. O grupo armado xiita alega buscar vingança pela morte do aiatolá Ali Khamenei no sábado, primeiro dia da ofensiva israelense-americana.
Imagens da AFP na manhã desta quinta-feira mostraram uma coluna de fumaça subindo sobre Beirute após um ataque à zona sul da capital libanesa, um reduto do Hezbollah.
O Exército israelense declarou no Telegram que havia "iniciado ataques à infraestrutura do Hezbollah em Beirute".
Autoridades libanesas também anunciaram três novas mortes em ataques israelenses que atingiram dois carros na rodovia que leva ao aeroporto de Beirute. Antes disso, haviam relatado 72 mortos e mais de 83.000 deslocados desde o início dos ataques na segunda-feira.
O Exército israelense havia pedido aos moradores que deixassem esses bairros, alertando-os de que estava se preparando para atacar alvos que, afirmou, estavam ligados ao Hezbollah.
A agência de notícias libanesa Ani informou que seis membros de duas famílias morreram nesta quinta-feira em ataques aéreos no sul do Líbano: um prefeito e sua esposa em Nabatiyeh, e um casal com seus dois filhos em uma cidade próxima.
Além disso, de acordo com a Ani, Israel matou um líder do movimento islamista palestino Hamas em um campo de refugiados.
Wasim Atala al-Ali e sua esposa foram mortos quando "um drone inimigo atacou sua casa" no campo de Beddawi, perto de Trípoli, durante a madrugada, informou a Ani, que o descreveu como membro de alto escalão do Hamas.
Ele é o primeiro líder do grupo palestino morto em um ataque direcionado desde o início da guerra no Oriente Médio.
- Confrontos "diretos" -
As hostilidades entre Israel e o Hezbollah se intensificaram na quarta-feira. O Exército israelense anunciou ter atacado diversas posições do Hezbollah ao sul do rio Litani, região da qual já havia instado os moradores a fugirem no início da tarde.
O Hezbollah enfrentará a "agressão israelense-americana" e não se renderá, afirmou seu líder, Naim Qassem, em um discurso transmitido pelo canal de seu partido, o primeiro desde o início da ofensiva israelense-americana contra o Irã.
O Hezbollah reivindicou a responsabilidade, na quarta-feira, por pelo menos 23 ataques contra Israel, um deles a instalações aeroespaciais no centro do país, o primeiro em uma região tão distante da fronteira.
O grupo também afirmou ter atacado uma base militar no norte com um "míssil de precisão".
No sul do Líbano, o Hezbollah relatou, pela primeira vez, confrontos "diretos" com soldados israelenses que entraram na cidade de Khiam, a seis quilômetros da fronteira com Israel.
Segundo um comunicado militar, o Exército "realizou uma nova onda de ataques e desmantelou a infraestrutura terrorista do Hezbollah em todo o Líbano".
De acordo com os termos do cessar-fogo assinado em novembro de 2024, apenas as forças de paz da ONU e o Exército libanês estão autorizados a portar armas ao sul do rio Litani, uma área de fronteira com Israel.
Israel deveria ter retirado todas as suas forças, mas manteve tropas em cinco pontos que considera estratégicos e efetuou bombardeios regulares devido à recusa do Hezbollah em depor as armas.
D.Lopez--AT