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Onde ficam as bases militares dos EUA no Oriente Médio?
O Irã respondeu, neste sábado (28), à onda de bombardeios dos Estados Unidos com o lançamento de mísseis contra vários países do Oriente Médio onde Washington mantém dezenas de milhares de soldados destacados.
A seguir, a AFP revisa as maiores concentrações de tropas americanas no Oriente Médio, subordinadas ao Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (CENTCOM), e os diversos ataques atribuídos ao Irã na região.
- Bahrein -
O pequeno reino do Golfo abriga a chamada Atividade de Apoio Naval do Bahrein, onde estão destacados a Quinta Frota da Marinha e o quartel‑general das Forças Navais norte‑americanas.
O porto de águas profundas do Bahrein é capaz de receber os maiores navios militares norte‑americanos, como porta‑aviões. A Marinha dos Estados Unidos utiliza a base no país desde 1948, quando a instalação era operada pela Marinha Real britânica. Vários navios americanos têm o Bahrein como porto de base, inclusive navios antiminas e de apoio logístico.
O Bahrein informou que o centro de serviços da Quinta Frota foi alvo de um ataque com mísseis iranianos neste sábado.
- Iraque -
Os Estados Unidos mantêm tropas na região autônoma curda do Iraque como parte de uma coalizão internacional contra o grupo Estado Islâmico, mas essa missão terminará em setembro de 2026, após um acordo entre Washington e Bagdá. Sob este acordo, as forças americanas concluíram a sua retirada de instalações federais no Iraque, cujo governo é aliado próximo do Irã, mas também um parceiro estratégico de Washington. Jornalistas da AFP relataram explosões perto do consulado americano em Erbil — capital do Curdistão iraquiano — neste sábado, enquanto o poderoso grupo iraquiano pró‑iraniano Kataeb Hezbollah ameaçou atacar bases americanas. As forças de segurança curdas informaram posteriormente que a coalizão liderada pelos Estados Unidos tinha interceptado vários drones e mísseis sobre Erbil.
- Jordânia -
Os Estados Unidos teriam enviado dezenas de aviões militares para a base aérea jordaniana de Muwaffaq Salti nos dias que antecederam os ataques ao Irã. Um oficial militar jordaniano afirmou que as forças do reino abateram dois mísseis balísticos dirigidos ao seu território no sábado, sem informar quem os lançou. A Jordânia informou depois que não houve “vítimas, apenas danos materiais”.
- Kuwait -
A base aérea de Ali Al‑Salem, no Kuwait, que abriga uma ala logística americana e drones de ataque MQ‑9 Reaper, foi alvo de “vários mísseis balísticos” neste sábado, segundo as autoridades locais. Embora o Kuwait tenha afirmado tê‑los intercetado, a Itália, que tem tropas destacadas no local, declarou que um míssil iraniano provocou “danos significativos”. "Nenhum" militar italiano ficou ferido, assegurou Roma, afirmando que "todos estavam no búnquer". O Kuwait também abriga o Acampamento Arifjan, sede do quartel‑general avançado das forças terrestres do CENTCOM. O exército americano também mantém reservas de equipamento e suprimentos no Kuwait.
- Catar -
Foram ouvidas, neste sábado, explosões perto da base americana de Al Udeid, no Catar, que abriga componentes avançados do CENTCOM, bem como as forças aéreas e forças de operações especiais do comando. Um jornalista da AFP viu um míssil ser interceptado, deixando uma novem de fumaça branca. O Catar abriga, ainda, aviões de combate e a 379ª Ala Expedicionária Aérea, que, segundo o exército, inclui “transporte aéreo, reabastecimento em voo, inteligência, vigilância e reconhecimento", assim como "meios de evacuação médica aérea". O Irã já tinha disparado mísseis contra Al Udeid em junho, após os ataques americanos contra instalações nucleares iranianas.
- Emirados Árabes Unidos -
Duas testemunhas disseram à AFP, neste sábado, ter visto colunas de fumaça subindo da base de Al Dhafra, em Abu Dhabi, que abriga tropas americanas. Os Estados Unidos mantêm ali uma importante ala expedicionária que inclui drones MQ‑9 Reaper. Aviões de combate passam pela base em regime de revezamento.
- Síria -
Os Estados Unidos mantiveram tropas na Síria durante anos como parte dos esforços internacionais contra o grupo Estado Islâmico, que emergiu da guerra civil síria para invadir grande parte desse país e o vizinho Iraque. As forças americanas estão em processo de retirada da Síria, e três fontes disseram à AFP esta semana que a saída seria concluída dentro de um mês. A imprensa estatal síria reportou que quatro pessoas morreram devido ao disparo de um míssil iraniano que atingiu o sul do país neste sábado.
Ch.P.Lewis--AT