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EUA, Filipinas e Japão anunciam exercícios militares perto de Taiwan
As forças militares das Filipinas, Estados Unidos e Japão realizaram esta semana manobras conjuntas sobre o Canal de Bashi, que separa o arquipélago filipino de Taiwan, informaram as autoridades nesta sexta-feira (27).
Aviões dos três países patrulharam as ilhas Batanes, no extremo norte das Filipinas, em manobras que pretendiam demonstrar a "capacidade de operar em conjunto sem problemas em ambientes marítimos complexos", informou o Exército de Manila em um comunicado.
Pouco mais de 100 quilômetros separam as Filipinas de Taiwan, ilha de regime democrático que a China considera parte do seu território e que não descarta tomar pela força.
Esta foi a primeira vez que as denominadas Atividades de Cooperação Marítima Multilateral (MMCA), com os três países, foram além do Mar do Sul da China, onde Filipinas e China já protagonizaram confrontos por territórios em disputa.
"As operações aéreas foram efetuadas no espaço aéreo sobre o território filipino e suas águas territoriais, ao norte de Luzon", afirmou o Exército filipino em um comunicado. Os navios de guerra permaneceram ao oeste da cadeia das ilhas Batanes.
O exercício durou seis dias e terminou na quinta-feira, incluindo uma manobra de artilharia com fogo real realizada pela fragata de mísseis guiados BRP Antonio Luna.
O Exército chinês respondeu com indignação.
"As Filipinas cooptaram países de fora da região para organizar as denominadas patrulhas conjuntas, o que perturba a paz e a estabilidade na região", afirmou Zhai Shichen, porta-voz do Comando do Teatro Sul.
Ele acrescentou que Pequim fez uma "patrulha de rotina" no Mar do Sul da China entre 23 e 26 de fevereiro.
Em novembro, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, provocou uma crise nas relações com Pequim ao sugerir que Tóquio poderia intervir militarmente ante um eventual ataque chinês contra Taiwan.
Em agosto, o presidente filipino, Ferdinand Marcos, também advertiu que as Filipinas seriam arrastadas "à força" para qualquer guerra pela ilha democrática, que tem o governo dos Estados Unidos como seu principal fornecedor de armas.
O.Brown--AT