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Kim Jong Un promete melhorar o nível de vida dos norte-coreanos durante congresso partidário
O líder Kim Jong Un prometeu melhorar a qualidade de vida dos norte-coreanos ao abrir um congresso do seu partido, informou a imprensa estatal nesta sexta-feira (20).
O governante fez um discurso para inaugurar o Nono Congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte, que deve revisar as prioridades nacionais, da construção de moradias até os esforços de guerra.
O encontro, que acontece a cada cinco anos, é a principal reunião do partido que governa o país e um evento político de grande importância: reforça a autoridade do regime e pode servir de plataforma para anunciar mudanças nas estratégias nacionais ou substituições de funcionários de alto escalão.
"Hoje, o nosso partido enfrenta a difícil e histórica tarefa de impulsionar a construção econômica e o nível de vida da população, além de transformar o mais rápido possível todos os âmbitos da vida social e estatal", declarou Kim no discurso de abertura.
"Isto exige que travemos uma luta mais ativa e persistente, sem permitir, nem por um momento, a imobilidade ou a estagnação", afirmou.
A economia da Coreia do Norte definha há vários anos, sob as duras sanções ocidentais que afetam setores que vão do petróleo até os frutos do mar. O objetivo da comunidade internacional é cortar o financiamento do programa de armas nucleares de Pyongyang.
Algumas fotos mostraram o líder norte-coreano saindo de uma limusine vermelha e entrando na Casa de Cultura de Pyongyang, onde acontece o congresso, ao lado de oficiais.
Os delegados aplaudiram quando o dirigente tomou o seu lugar no centro do imponente palanque, de onde afirmou que a Coreia do Norte superou "suas piores dificuldades" há cinco anos e que agora enfrenta uma nova etapa, repleta de "otimismo e confiança no futuro".
Desde o congresso de 2021, o país estimula o desenvolvimento do seu arsenal nuclear, com testes recorrentes de mísseis balísticos intercontinentais em desafio às proibições impostas pelo Conselho de Segurança da ONU.
Pyongyang também desenvolveu laços profundos com Moscou durante a guerra da Rússia contra a Ucrânia, ao enviar soldados norte-coreanos para lutar ao lado das forças russas.
Em 2024, as duas nações assinaram um tratado que inclui uma cláusula de defesa mútua.
- O maior inimigo -
No congresso anterior, organizado há cinco anos, Kim declarou que os Estados Unidos eram o "maior inimigo" de sua nação. A expectativa é saber se, na atual edição, ele suavizará sua postura ou reafirmará o discurso.
O presidente americano, Donald Trump, tentou uma aproximação de Kim durante uma viagem pela Ásia no ano passado, ao afirmar que estava "100%" aberto a um encontro.
O republicano chegou a romper com décadas de política dos Estados Unidos ao reconhecer que a Coreia do Norte era "uma espécie de potência nuclear".
Mas Kim se recusou, até o momento, a retomar o diálogo de alto nível com os Estados Unidos.
O líder norte-coreano apareceu ao lado do presidente da China, Xi Jinping, e do presidente da Rússia, Vladimir Putin, em um grande desfile militar em Pequim no ano passado, uma demonstração marcante de seus amigos poderosos e de seu status elevado na política mundial.
Analistas examinam as imagens de satélite em busca de qualquer indício dos grandes desfiles militares que caracterizaram as reuniões anteriores.
Qualquer evento será observado de perto em busca de sinais de mudança na postura militar do hermético país que desenvolveu armamento nuclear.
Pyongyang utilizou desfiles anteriores para exibir suas armas mais novas e potentes, uma fonte incomum de informações sobre o poderio de suas Forças Armadas.
No mês passado, Kim supervisionou o teste de mísseis e afirmou que "os planos da próxima fase para reforçar ainda mais a dissuasão nuclear do país" ficariam claros no próximo congresso do partido.
Kim foi acompanhado no teste por sua filha, Ju Ae, apontada como sua provável sucessora. Analistas acompanham o congresso para saber se Ju Ae receberá algum cargo oficial no partido durante o congresso.
P.A.Mendoza--AT