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Morreu Ramiro Valdés, um dos líderes da Revolução Cubana
Ramiro Valdés, que teve uma relação próxima com os irmãos Fidel e Raúl Castro e fundou o serviço de inteligência cubano, morreu, aos 94 anos, anunciou neste domingo o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel.
"A partida física do Comandante da Revolução Ramiro Valdés Menéndez dói profundamente, como a de um pai", publicou no X o chefe de Estado. "Cada ato da vida do Comandante Ramiro foi marcado por sua lealdade absoluta à liderança de Fidel e Raúl, aos seus companheiros de luta."
Valdés era um dos poucos que ostentavam em Cuba o título de Comandante da Revolução. Juntamente com o ex-líder Raúl Castro, 95, ele foi um dos últimos sobreviventes da expedição do iate Granma de 2 de dezembro de 1956, ponto de partida da Revolução Cubana.
Durante a guerrilha contra o ditador Fulgencio Batista, liderada por Fidel Castro (1926-2016), Valdés foi o segundo do líder revolucionário argentino Che Guevara. Membro do Partido Comunista de Cuba, ele atuou como ministro do Interior e criou o G2, serviço de segurança do Estado (inteligência).
Sempre trajando seu uniforme militar em aparições públicas, Valdés dedicou os últimos anos de sua vida a apoiar Díaz-Canel, primeiro presidente não pertencente à família Castro desde o triunfo da Revolução.
Segundo Michael Shifter, membro do think tank Diálogo Interamericano, "como Ministro do Interior, Valdés lidou com a etapa mais dura do confronto dos anos posteriores a 1959" entre o governo revolucionário e grupos que pegaram em armas contra ele.
J.Gomez--AT