-
Justiça dos EUA descarta pena de morte para Luigi Mangione, acusado de matar executivo
-
Real Madrid vai se reencontrar com Benfica na repescagem da Champions
-
Procuradora-geral dos EUA ordena detenção de jornalista que interrompeu missa em Minneapolis
-
Panamá negocia com dinamarquesa Maersk operação de portos do canal
-
Postos de gasolina têm longas filas em Cuba, que acusa EUA de 'asfixiar' sua economia
-
Goretzka anuncia saída do Bayern de Munique ao final da temporada
-
Grealish vai 'provavelmente' desfalcar o Everton no restante da temporada
-
Juiz dos EUA descarta pena de morte para Luigi Mangione, acusado de matar executivo
-
Vice-presidente da Comissão Europeia lamenta imagens 'aterrorizantes' de Minneapolis
-
Itália julga seis pessoas por naufrágio de embarcação de migrantes que deixou 94 mortos
-
AIEA se reúne preocupada com segurança nuclear na Ucrânia
-
Colômbia retoma voos de deportação dos EUA antes do encontro entre Petro e Trump
-
Lula é operado de catarata e tem alta após cirurgia 'sem intercorrências'
-
Djokovic vence Sinner em jogo de 5 sets e vai enfrentar Alcaraz na final do Aberto da Austrália
-
Kendrick Lamar, Bad Bunny e Lady Gaga lideram a disputa pelo Grammy
-
Indicados às principais categorias do Grammy
-
África do Sul e Israel anunciam expulsão de representantes diplomáticos
-
Desemprego no Brasil caiu para 5,6% em 2025, menor índice da série histórica
-
Panamá negocia com Maersk para operar no canal após anular contrato com empresa de Hong Kong
-
Forças curdas anunciam acordo 'global' com o governo da Síria
-
Reino Unido insiste em reforçar laços com a China apesar das advertências de Trump
-
Chanceler iraniano se diz disposto a negociação nuclear 'em pé de igualdade'
-
Trump indica Kevin Warsh para ser o próximo presidente do Fed
-
Zona do euro registra crescimento de 1,5% em 2025 apesar da tensão com EUA
-
IA ajuda médicos a detectar câncer de mama em exames, aponta estudo
-
Repescagem da Champions terá Monaco-PSG e reencontro de Benfica com Real Madrid
-
Panamá anula concessão a uma empresa de Hong Kong em seu canal; China promete proteger suas companhias
-
'Difícil sobreviver': idosos de Kiev tremem de frio sem luz nem aquecimento após ataques russos
-
Desemprego registra leve queda na zona do euro em dezembro
-
EUA a caminho de novo 'shutdown' em meio a críticas democratas por mortes de manifestantes
-
Alcaraz supera Zverev em batalha de mais 5 horas e avança à final do Aberto da Austrália
-
Premiê britânico insiste em reforçar laços com a China apesar das advertências de Trump
-
Trump ameaça com tarifas países que venderem petróleo a Cuba
-
Irã ameaça bombardear bases e porta-aviões dos EUA se for atacado
-
Argentina decreta emergência por incêndios na Patagônia
-
Trump suspende parcialmente o embargo petrolífero à Venezuela após abertura em nova lei
-
Nubank recebe aprovação inicial para operar como banco nos EUA
-
Lágrimas de LeBron acendem especulações sobre despedida das quadras
-
Bayern visita Hamburgo com missão de evitar que título da Bundesliga fique em aberto
-
EUA deve manter distância de aposta separatista de Alberta, diz premiê do Canadá
-
Venezuela abre sua indústria petrolífera a investimentos privados sob pressão dos EUA
-
Mano Menezes assume como novo técnico da seleção peruana
-
Eliminado da Champions e prejudicado por lesões, Napoli foca na Serie A
-
Porto, Betis e Roma avançam às oitavas da Liga Europa; Feyenoord é eliminado
-
'Czar da fronteira' de Trump promete continuar ofensiva anti-imigração em Minneapolis
-
Justiça do Rio proíbe SAF do Botafogo de vender jogadores
-
Irã adverte que 'muitas' bases dos EUA estão ao alcance de seus mísseis
-
EUA perto de novo 'shutdown' em meio a críticas de democratas por mortes em Minneapolis
-
Médicos sem Fronteiras alerta para aumento da violência sexual na capital do Haiti
-
Lula fará cirurgia de catarata em um olho nesta 6ª feira
Irã alerta para 'instabilidade' na região após 'ameaças' dos EUA
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, advertiu nesta terça-feira (27) que "as ameaças" dos Estados Unidos contra a república islâmica causarão instabilidade, depois que Washington deslocou um porta-aviões para o Oriente Médio.
O Irã vive uma onda de protestos que começou no fim de dezembro, devido à crise econômica, e resultou em um movimento em massa contra o governo teocrático, estabelecido com a revolução de 1979.
Washington não descartou uma nova intervenção militar contra Teerã por sua repressão aos protestos - que deixou milhares de mortos, segundo organizações de defesa dos direitos humanos - e enviou um grupo de ataque, liderado pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln, para águas do Oriente Médio.
Em conversa por telefone com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, o presidente iraniano criticou hoje "as ameaças" dos Estados Unidos e afirmou que elas "buscam perturbar a segurança da região e não conseguirão nada além de instabilidade".
Desde que autoridades iranianas iniciaram sua campanha de repressão às manifestações, no começo do mês, acompanhada de um apagão total da internet, Trump dá sinais contraditórios sobre uma possível intervenção.
"Temos uma grande Marinha perto do Irã. Maior que a da Venezuela", declarou Trump ao portal de notícias Axios, semanas após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro em um ataque militar dos Estados Unidos.
"Eles querem chegar a um acordo. Eu sei disso. Ligaram inúmeras vezes. Querem conversar", acrescentou o presidente republicano.
Segundo o Axios, Trump se negou a discutir as opções apresentadas por sua equipe de segurança nacional. Analistas afirmam que elas incluem ataques a instalações militares ou ações seletivas contra o sistema clerical que governa o Irã desde a Revolução Islâmica que derrubou o xá.
- 'Em seu ponto mais fraco' -
O jornal The New York Times, por sua vez, informou que Trump recebeu vários relatórios de inteligência "que indicam que a posição do governo iraniano está se enfraquecendo" e que apontam que seu controle do poder "está em seu ponto mais fraco" desde a queda do xá.
O influente senador americano Lindsey Graham declarou ao jornal que falou com Trump nos últimos dias sobre o Irã e que "o objetivo é acabar com o regime".
"Eles podem até parar de matá-los [os manifestantes] hoje, mas se continuarem no poder no mês que vem, então os matarão", acrescentou.
Nos últimos dias, as autoridades iranianas têm se mostrado cautelosas.
Antes, Teerã havia afirmado que existia um canal de comunicação aberto entre o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e o enviado americano Steve Witkoff, apesar de esses países inimigos não manterem relações diplomáticas.
No entanto, o jornal conservador Hamshahri citou nesta terça-feira o porta-voz da Guarda Revolucionária, Mohammad Ali Naini, que disse que "se o porta-aviões deles cometesse um erro e entrasse em águas territoriais iranianas, seria atacado". Mais tarde, o jornal se retratou dessa informação e pediu desculpas a Naini.
Por sua vez, o diário Javan, também conservador, afirmou que o Irã estava "pronto para uma resposta contundente" e que tomaria o estratégico estreito de Ormuz, um centro de trânsito fundamental para o fornecimento de energia.
Nesse contexto, surgiu em Teerã um outdoor com propaganda antiamericana que parece mostrar um porta-aviões americano sendo destruído.
- Tensão com vizinhos -
A tensão aumentou hoje com os países vizinhos. O Irã vai considerar "hostis" aqueles cujo território for usado para lançar ataques, advertiu um comando dos Guardiões da Revolução, força de elite da república islâmica.
"Os países vizinhos são nossos amigos, mas, caso seu território, espaço aéreo ou suas águas forem usados contra o Irã, eles serão considerados hostis", disse à agência Fars Mohammad Akbarzadeh, membro da cúpula das forças navais dos Guardiões.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, foi firme: "Se o Irã cometer o erro grave de atacar Israel, responderemos com uma força sem precedentes", afirmou, em entrevista coletiva transmitida pela TV.
- Repressão em massa -
Grupos de defesa dos direitos humanos afirmam que o bloqueio da internet, imposto por autoridades há quase três semanas, dificulta a contagem dos mortos e busca esconder a magnitude da repressão.
A ONG Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede nos Estados Unidos, afirmou ter confirmado a morte de 6.126 pessoas e estar investigando outros 17.091 possíveis óbitos. Também informou que ao menos 41.880 pessoas foram detidas.
O canal de TV em farsi Iran International, sediado no exterior, afirmou no fim de semana que mais de 36.500 iranianos foram mortos pelas forças de segurança entre os dias 8 e 9 de janeiro, citando relatórios, documentos e fontes. Não foi possível verificar imediatamente a informação.
A.Taylor--AT