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Venezuela afirma ter libertado 808 presos políticos; ONG questiona número
O governo da Venezuela informou nesta segunda-feira (26) que mais de 800 presos políticos já foram libertados desde "antes de dezembro" de 2025, um número questionado pela ONG especializada Foro Penal.
O governo interino de Delcy Rodríguez se comprometeu a realizar tais solturas após assumir o poder com a queda de Nicolás Maduro em uma operação americana em Caracas em 3 de janeiro.
No entanto, o processo se reproduz lentamente. Apenas no último sábado houve uma aceleração, com mais de 100 libertações, embora dezenas de pessoas permaneçam em acampamento improvisados em frente aos presídios à espera de que seus familiares sejam colocados em liberdade.
"Até o dia de hoje, antes de dezembro e agora, são 808 libertações", declarou o ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, em declarações transmitidas pela televisão estatal.
Não está claro a que período se refere. Na sexta-feira, Rodríguez citou 626 desde dezembro.
O Foro Penal, que presta apoio jurídico a presos políticos, verificou desde dezembro 383 libertações, entre elas, a de vários estrangeiros. E 266 desde 8 de janeiro, quando foram anunciadas estas solturas.
"Não bate com nenhum dos números" que manejam, explicou à AFP Gonzalo Himiob, vice-presidente da ONG.
"Eles não têm a lista", afirmou Cabello em relação às discrepâncias. "Nós não temos que consultar" as ONGs, completou.
O Foro Penal e outras organizações de defesa dos direitos humanos estimam que centenas de opositores ainda estão detidos na Venezuela.
Além do compromisso de libertar presos políticos, Rodríguez mudou a relação com os Estados Unidos depois que bombardearam Caracas e regiões vizinhas para capturar Maduro.
A presidente interina assinou acordos petrolíferos e iniciou aproximações para retomar a relação diplomática rompida em 2019.
O.Gutierrez--AT