-
Restauração de afresco em Roma gera polêmica por suposta semelhança com Meloni
-
Apagão deixa Kiev sem metrô e água
-
Ataques de rebeldes separatistas deixam quase 90 mortos no Paquistão
-
Ataques israelenses em Gaza deixam 28 mortos
-
Comandante militar iraniano alerta EUA e Israel contra ataque
-
Ataques de rebeldes separatistas deixam mais de 70 mortos no Paquistão
-
Atividade industrial da China perde força em janeiro
-
Vítimas de Epstein afirmam que agressores permanecem protegidos apesar da publicação de novos documentos
-
Rybakina supera Sabalenka e é campeã do Aberto da Austrália
-
Governo dos EUA entra em 'shutdown' mas paralisação deve ser curta
-
Documentos indicam que Epstein ofereceu ao ex-príncipe Andrew encontro com uma mulher russa
-
Reino Unido insiste em reforçar laços com a China apesar de advertência de Trump
-
Documentos indicam que ex-príncipe Andrew convidou Jeffrey Epstein ao Palácio de Buckingham
-
Presidente da Venezuela anuncia anistia geral e fechamento de temida prisão política
-
Kast pede 'colaboração' a Bukele após visita à megaprisão de El Salvador
-
Tribunal da Espanha ordena que freiras desocupem convento
-
Senado dos EUA aprova projeto de lei que deve encurtar 'shutdown'
-
Bruce Springsteen interpreta canção contra polícia de imigração em Minneapolis
-
Principal refinaria de petróleo do Equador registra segundo incêndio em oito meses
-
Milhares de pessoas marcham em Minneapolis contra operações anti-imigração nos EUA
-
Lens vence Le Havre (1-0) e assume liderança provisória do Francês, à frente do PSG
-
Israel anuncia reabertura limitada da passagem de fronteira de Rafah a partir de domingo
-
Departamento de Justiça dos EUA publica mais de 3 milhões de páginas do caso Epstein
-
Trump diz que Irã 'quer chegar a um acordo' para evitar ataque de EUA
-
Morreu Catherine O'Hara, estrela de 'Esqueceram de Mim'
-
Cubanos exaustos pela crise apostam no diálogo diante das ameaças de Trump
-
Número de mortos em catástrofe ferroviária na Espanha sobe para 46
-
Primeiros atletas se instalam na vila olímpica em Milão a uma semana dos Jogos de Inverno
-
Fela Kuti será primeiro africano a receber Grammy pelo conjunto da obra
-
Presidente eleito do Chile visita megaprisão de El Salvador para 'estudar' modelo
-
Jogos Pan-Americanos de 2027, em Lima, vão começar uma semana depois do previsto
-
Inter Miami contrata atacante Germán Berterame, da seleção mexicana
-
Dinamarquesa Maersk vai operar portos no canal do Panamá
-
Morre Catherine O'Hara, estrela de 'Esqueceram de mim'
-
Espanhol Albert Riera é o novo técnico do Eintracht Frankfurt
-
Postos de gasolina têm longas filas em Cuba, que acusa Trump de 'asfixiar' sua economia
-
EUA improvisa programa de controle das finanças venezuelanas que levanta questionamentos
-
Fermín López renova com Barcelona até 2031
-
Voto de confiança: costarriquenhos guardam cédulas eleitorais em casa
-
Arsenal tenta afastar pressão em sua luta para conquistar a Premier League após 22 anos
-
Justiça dos EUA descarta pena de morte para Luigi Mangione, acusado de matar executivo
-
Real Madrid vai se reencontrar com Benfica na repescagem da Champions
-
Procuradora-geral dos EUA ordena detenção de jornalista que interrompeu missa em Minneapolis
-
Panamá negocia com dinamarquesa Maersk operação de portos do canal
-
Postos de gasolina têm longas filas em Cuba, que acusa EUA de 'asfixiar' sua economia
-
Goretzka anuncia saída do Bayern de Munique ao final da temporada
-
Grealish vai 'provavelmente' desfalcar o Everton no restante da temporada
-
Juiz dos EUA descarta pena de morte para Luigi Mangione, acusado de matar executivo
-
Vice-presidente da Comissão Europeia lamenta imagens 'aterrorizantes' de Minneapolis
-
Itália julga seis pessoas por naufrágio de embarcação de migrantes que deixou 94 mortos
'Não há volta', diz à AFP viúva do último xá após protestos no Irã
A viúva do último xá do Irã, Farah Pahlavi, considera que "não há volta" após os protestos contra o regime islâmico e diz estar convencida de que os iranianos sairão "vencedores deste confronto desigual", em entrevista exclusiva à AFP.
Expulsa do país em janeiro de 1979 junto com o marido Mohammad Reza Pahlavi durante a revolução que levou ao poder o aiatolá Khomeini, a mulher de 87 anos afirma que seu "desejo" e sua "necessidade hoje são voltar ao Irã".
"Mas o que realmente importa não é meu destino pessoal. É que a juventude e todo o povo iraniano sejam finalmente livres e se libertem deste regime criminoso, retrógrado e obscurantista", declarou em seu apartamento em Paris.
"Recusei inúmeros pedidos da imprensa nas últimas semanas, mas é meu dever dirigir uma mensagem não apenas de apoio aos meus compatriotas, mas ao mundo inteiro, que deve ajudá-los", afirmou Pahlavi, também conhecida como Farah Diba.
"Mantenham a esperança e a determinação. Vocês sairão vencedores deste confronto desigual com a república islâmica", disse a ex-imperatriz, dirigindo-se aos jovens de seu país.
Com roupas escuras, ela posou para fotos diante da bandeira do antigo regime imperial iraniano, com um leão e um sol.
Antes, a viúva do último xá aceitou responder por escrito e em francês a uma série de perguntas sobre a situação em seu país natal.
"Há uma coisa clara: já não há volta. Este caminho é de mão única - conduz à liberdade - e, todos os dias, de forma trágica, é regado com o sangue das filhas e dos filhos desta terra. Um sacrifício assim conduz necessariamente a uma vitória", afirmou na entrevista à AFP.
"E essa vitória não será apenas do meu país, será também a vitória da paz, da segurança e da estabilidade do mundo", acrescentou.
- Uma vida no exílio -
Rainha aos 21 anos e coroada imperatriz, ou "shahbanu", aos 29 por seu marido Mohammad Reza Pahlavi, ocupou nas décadas de 1960 e 1970 as capas de revistas internacionais e levou uma vida faustosa.
Seu destino mudou em 16 de janeiro de 1979. Derrubada do trono pela revolução islâmica junto com o marido, que comandou um Estado considerado repressivo e morreu no ano seguinte, vive desde então no exílio, principalmente entre Paris e os Estados Unidos.
Também nos Estados Unidos vive seu filho mais velho, Reza Pahlavi, que afirma estar disposto a liderar uma transição democrática em seu país.
Questionada sobre as ambições dele, Farah Pahlavi respondeu que "seu papel será exatamente aquele que o povo iraniano decidir confiar-lhe (...) Ele se considera apenas o porta-voz dos jovens iranianos até o dia da liberdade".
A AFP perguntou à ex-imperatriz se ela desejaria uma intervenção externa, por exemplo dos Estados Unidos, para pôr fim ao regime dos aiatolás.
"Apelo à consciência do mundo inteiro para que, em solidariedade com este povo, continue a apoiá-lo. Não é possível que milhares de iranianos percam a vida na indiferença geral. Reforçar suas opções nesta luta profundamente desigual equivale a compreender que, com sua vitória e o advento de um Irã democrático, caminharemos rumo a um Oriente Médio mais pacífico", respondeu.
A mobilização iniciada em 28 de dezembro com protestos contra o alto custo de vida transformou-se em um desafio aberto à república islâmica instaurada desde 1979.
O poder respondeu com uma ampla campanha de repressão que deixou milhares de mortos, segundo diversas ONGs.
H.Thompson--AT