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Polícia da Guatemala liberta reféns em uma das prisões onde membros de gangues estavam amotinados
A polícia da Guatemala conseguiu libertar, neste domingo (18), os reféns de uma das três prisões onde membros de gangues estavam amotinados como protestos à transferência de seus líderes para um presídio de segurança máxima, constatou um jornalista da AFP.
As gangues Barrio 18 e sua inimiga Mara Salvatrucha (MS-13), consideradas "organizações terroristas" pelos Estados Unidos e pela Guatemala, são acusadas no país de assassinatos de aluguel, extorsão e tráfico de drogas.
Desde a manhã de sábado, os membros de gangues mantinham 45 agentes penitenciários e um psiquiatra como reféns em três presídios do país, um dos quais, onde se encontram os líderes dos grupos criminosos, já está sob controle das autoridades.
Os agentes, com apoio do Exército, entraram no presídio de segurança máxima Renovación I, na localidade de Escuintla, a cerca de 75 km ao sul da Cidade da Guatemala, onde os membros de gangues mantinham nove agentes penitenciários como reféns.
Ao amanhecer, militares entraram com tanques e lançaram gás lacrimogêneo. Após quinze minutos, conseguiram controlar o presídio e retirar os reféns, que foram avaliados por médicos.
A polícia "retomou o controle na prisão Renovación I" e "libertou os guardas que foram feitos reféns", informou a instituição em sua conta no X.
Além disso, "foi neutralizado o principal líder da organização terrorista Mara 18, conhecido como 'Lobo'", acrescentou a polícia.
A mensagem é acompanhada de um vídeo em que se vê os agentes levando uma pessoa algemada, com marcas de sangue, e a obrigando a se ajoelhar.
Os membros das gangues ainda mantêm 28 reféns no centro prisional Fraijanes II e outros nove em Preventivo, a leste e na periferia da capital guatemalteca, respectivamente.
Desde meados de 2025, os membros de grupos criminosos protagonizaram diferentes motins para pedir que seus líderes sejam levados a prisões com menos medidas restritivas.
No entanto, o ministro do Interior, Marco Antonio Villeda, havia dito no sábado que o governo não restituiria os "privilégios" dos presos nem os transferiria.
"Não podemos permitir que nos centros penitenciários os detentos façam o que bem entendem", afirmou Villeda.
Durante motins no ano passado, um dos guardas morreu baleado.
Em outubro, as autoridades guatemaltecas informaram que 20 líderes da gangue Barrio 18 fugiram de uma prisão, o que provocou a remoção da cúpula da segurança. Apenas seis foram recapturados, enquanto outro foi morto a tiros.
F.Ramirez--AT