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Equador mobiliza 10 mil soldados para reforçar guerra contra o narcotráfico
Dez mil soldados foram enviados nesta sexta-feira (16) a três províncias costeiras do Equador para reforçar a luta contra a violência de grupos do narcotráfico.
O governo do presidente Daniel Noboa está determinado a agir com rigor contra esses grupos, no momento em que o país registra recordes de homicídios e outros crimes.
Centenas de soldados de forças especiais chegaram ao aeroporto de Guayaquil para "reforçar as operações de segurança" nas províncias vizinhas de Guayas, Manabí e Los Ríos, informou o general Mario Bedoya, da Força Aérea Equatoriana. Ali se intensificou a guerra entre organizações do narcotráfico ligadas a cartéis internacionais, que disputam entre si o negócio das drogas.
Até uma década atrás, o Equador era um país tranquilo, mas se tornou o mais violento da região, com 52 homicídios a cada 100 mil habitantes em 2025, ou um por hora, segundo o Observatório Equatoriano de Crime Organizado.
Bedoya informou que militares também desembarcaram em Manta, onde fica o principal porto pesqueiro do país, e que registra níveis elevados de violência.
Devido ao pico de homicídios nos últimos dias, Noboa suspendeu suas férias e se reuniu com ministros da área de segurança e comandantes militares e policiais na sede da Presidência.
O centro colonial de Quito permanece sob forte vigilância. "A prisão ou o inferno para quem ameaçar a segurança", diz um comunicado divulgado pelo Ministério da Defesa, cujo titular, Gian Carlo Loffredo, ordenou que o comando militar opere por tempo indefinido a partir de Guayaquil, onde militares inspecionam os portos, estratégicos para o narcotráfico.
O Equador está localizado entre a Colômbia e o Peru, maiores produtores mundiais de cocaína.
M.White--AT