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Advogado de Maduro também defendeu Julian Assange, fundador do WikiLeaks
O advogado que representa o presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, perante a Justiça dos Estados Unidos também defendeu o fundador do WikiLeaks, Julian Assange.
Barry Pollack, de 61 anos, sentou-se ao lado de Maduro durante sua primeira audiência na segunda-feira diante de um juiz de Nova York, onde lhe foram imputadas várias acusações, sendo a principal delas tráfico de drogas.
Maduro declarou-se "inocente". A próxima audiência foi marcada para 17 de março.
Pollack, formado pela Universidade de Georgetown, é sócio do escritório de advocacia Harris St. Laurent & Wechsler LLP e ex-presidente da Associação Nacional de Advogados de Defesa Penal.
O guia especializado em firmas de advocacia Chambers USA o descreve como um "advogado minucioso e de pensamento profundo". "Ele vive, respira e sonha com julgamentos e tem uma forma muito natural de enfrentar o júri", acrescenta.
Em 2024, Pollack conseguiu a libertação de Assange de uma prisão britânica após negociar um acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, no qual o australiano se declarou culpado de violar a Lei de Espionagem por divulgar material de defesa nacional.
Em outro caso de grande repercussão, Pollack obteve a absolvição de um ex-contador da Enron que enfrentava acusações criminais de fraude decorrentes do colapso da gigante do setor energético.
Ele também conseguiu a retirada de acusações e a libertação de um homem que estava há 17 anos na prisão, condenado injustamente pelo assassinato dos pais.
Pollack deu indícios de parte de sua estratégia de defesa de Maduro durante a audiência de segunda-feira perante o juiz Alvin Hellerstein. Ele questionou a “legalidade de seu sequestro” por militares americanos.
H.Thompson--AT