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Rússia proíbe a organização Human Rights Watch em seu território
A Rússia incluiu, nesta sexta-feira (28), a organização Human Rights Watch (HRW) à sua lista de organizações "indesejáveis", o que na prática impede o grupo de operar em seu território.
As autoridades russas não deram argumentos para a decisão. No entanto, uma alta dirigente da HRW na Europa disse à AFP que a designação não foi uma surpresa e que a organização continuará fazendo seu trabalho remotamente.
De fato, a ONG, sediada em Nova York, não tinha presença física na Rússia desde 2022, quando as autoridades russas fecharam seus escritórios em Moscou.
"Vamos trabalhar ainda mais arduamente para denunciar a arrepiante repressão do Kremlin na sociedade civil russa e para informar sobre os crimes russos na Ucrânia", disse à AFP Tania Lokshina, diretora associada da divisão Europa e Ásia Central da organização.
Desde que a Rússia lançou sua ofensiva contra a Ucrânia, em fevereiro de 2022, o Ministério da Justiça russo proibiu dezenas de grupos críticos em relação à política do Kremlin ou à conduta de Moscou na guerra.
A Human Rights Watch, que investiga e publica relatórios sobre abusos cometidos por militares e governos em todo o mundo, condenou repetidamente a guerra e acusa o Exército russo de realizar uma "série de violações", acusação que Moscou nega.
Entre outras organizações rotuladas como "indesejáveis" na Rússia estão o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), o Greenpeace, a Transparência Internacional e a Fundação Elton John contra a aids.
A classificação faz com que qualquer pessoa que colabore com o grupo ou doe dinheiro a ele possa ser processada na Rússia.
Ch.P.Lewis--AT