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Netanyahu condena violência de 'punhado de extremistas' após ataque de colonos na Cisjordânia
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu denunciou, nesta segunda-feira (17), a violência de um "punhado de extremistas" entre os colonos israelenses na Cisjordânia ocupada, após um novo ataque contra uma localidade palestina.
Netanyahu falou após a vila palestina de Jaba, perto de Belém, ter sido atacada nesta segunda, um incidente que ocorreu depois que as forças de segurança israelenses evacuaram e desmantelaram um assentamento de colonos na Cisjordânia.
"Levo muito a sério os distúrbios violentos fomentados por um punhado de extremistas que não representam os colonos na Judeia e Samaria", declarou o primeiro-ministro, utilizando o termo que a direita israelense usa para se referir à Cisjordânia.
Netanyahu disse que tratará pessoalmente do assunto e que convocará os ministros responsáveis para responder a um fenômeno que classificou como "grave".
Israel mobilizou nesta segunda centenas de efetivos de segurança para evacuar e demolir o assentamento ilegal israelense de Tzur Misgavi, na área de Gush Etzion, perto da localidade palestina de Sair, ao sul de Jerusalém.
O órgão do Ministério da Defesa responsável por assuntos civis nos territórios palestinos, Cogat, indicou que a evacuação foi realizada "em conformidade com a lei" e afirmou que "graves incidentes de violência afetaram a segurança da área".
Israel ocupa a Cisjordânia desde 1967 e há mais de 500 mil israelenses vivendo em assentamentos nesse território onde residem três milhões de palestinos.
Todos os assentamentos israelenses são ilegais segundo o direito internacional, mas as ocupações também são ilegais para o ordenamento jurídico de Israel.
No entanto, muitas dessas ocupações acabam sendo legalizadas pelas autoridades israelenses.
A violência aumentou na Cisjordânia desde o início da guerra na Faixa de Gaza, desencadeada pelo ataque do movimento islamista palestino Hamas em 7 de outubro de 2023 em Israel. A frágil trégua vigente em Gaza desde 10 de outubro não conseguiu detê-la.
Pelo menos 1.006 palestinos, combatentes e civis, foram mortos por soldados ou colonos israelenses, segundo um levantamento da AFP com base em dados da Autoridade Palestina.
No mesmo período, de acordo com dados oficiais israelenses, pelo menos 43 israelenses, civis e soldados, morreram em ataques palestinos ou em incursões militares israelenses.
Nas últimas semanas, aumentaram os ataques atribuídos aos colonos israelenses, sobretudo aqueles que vivem em assentamentos, e esses atos de violência contra os palestinos também atingiram soldados israelenses.
E.Flores--AT