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Starmer afirma liderar um governo britânico 'unido', após rumores de conspiração para derrubá-lo
O chefe do governo britânico, Keir Starmer, assegurou, nesta quarta-feira (12), que lidera um Executivo "unido", horas após um de seus ministros negar querer derrubar o líder trabalhista, impopular após um ano e meio no poder.
Fontes de Downing Street afirmaram, na noite de terça-feira (11), em conversas com vários meios de comunicação britânicos, que Starmer se defenderia caso houvesse uma tentativa de destituí-lo.
Segundo rumores que circulam no Parlamento britânico, alguns ministros estariam planejando derrubar o líder do Executivo após a apresentação do orçamento, prevista para o final de novembro.
Mas o líder, no poder desde a vitória esmagadora dos trabalhistas na eleição de julho de 2024, afirmou no Parlamento, durante a sessão de perguntas ao governo, que lidera uma "equipe unida", o que provocou risos dos deputados conservadores.
As fontes de Downing Street, apresentadas pela mídia como "aliados" de Keir Starmer, mencionaram várias figuras do Partido Trabalhista que estariam manobrando para substituí-lo, entre elas os ministros da Saúde, Wes Streeting, do Interior, Shabana Mahmood, e da Energia, Ed Miliband.
"Não vou pedir a demissão do primeiro-ministro. Eu o apoio", declarou Wes Streeting, de 42 anos, no canal de televisão Sky News.
Na sessão parlamentar, Keir Starmer mostrou seu apoio a Wes Streeting.
"Qualquer ataque contra um membro do meu gabinete é totalmente inaceitável. Ele está fazendo um excelente trabalho", disse Starmer.
O primeiro-ministro é muito impopular, criticado tanto por sua gestão da imigração irregular como pelo estado da economia, que enfrenta dificuldades.
Segundo uma pesquisa de 3 de novembro, 73% dos britânicos têm uma opinião desfavorável de Starmer.
A mídia britânica não para de especular sobre as medidas impopulares que a ministra das Finanças, Rachel Reeves, poderia anunciar em 26 de novembro durante a apresentação do orçamento.
Entre elas poderiam estar novos aumentos de impostos, após fortes aumentos fiscais deste ano.
Segundo as normas do Partido Trabalhista, para destituir Keir Starmer seria necessário que 20% dos deputados de seu grupo parlamentar apoiassem a iniciativa.
P.Hernandez--AT